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Mundo Marcas de luxo fecham suas lojas na Rússia

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A casa de moda francesa Chanel decidiu suspender suas atividades na Rússia depois de pressão de seguidores nas redes sociais. (Foto: Reprodução)

A lista de empresas que estão suspendendo negócios com a Rússia não para de crescer e tem recebido adesão de marcas de luxo, após críticas de internautas. No fim de semana, a italiana Prada anunciou que vai paralisar operações no país, seguindo os passos de Chanel, Hermès e a dona da Louis Vuitton, a LVMH.

Quando a Louis Vuitton, maior marca da LVMH, postou uma mensagem no Instagram dizendo que estava “profundamente tocada pela trágica situação que se desenrola na Ucrânia” e se comprometendo a doar 1 milhão de euros para refugiados, provocou uma avalanche de comentários negativos, que incluíam: “Fechem suas lojas na Rússia se vocês estão falando sério” e “Parem de vender na Rússia!”.

A marca francesa Hermès disse que fecharia temporariamente as lojas na Rússia e pausaria todas as atividades comerciais a partir da noite de sexta-feira. Horas depois, a Chanel anunciou um movimento semelhante, citando suas “preocupações crescentes com a situação atual, a crescente incerteza e a complexidade de operar”.

A Chanel irritou usuários de redes sociais na quinta-feira quando chamou a invasão da Ucrânia de “conflito” e disse que doaria 2 milhões de euros para organizações de ajuda a refugiados que operam nas fronteiras da Ucrânia. Seguidores exigiram que a marca, que emprega 300 pessoas e tem cinco boutiques na Rússia, parasse de vender por lá.

Depois foi a vez da Prada, com sede em Milão, anunciar a suspensão de suas operações de varejo na Rússia. “Nossa principal preocupação é com os colaboradores e suas famílias afetadas pela tragédia na Ucrânia, e continuaremos a apoiá-los”, informou a empresa em comunicado.

Além das preocupações com a guerra, operar na Rússia tornou-se um desafio para empresas, dadas as sanções, a proibição dos EUA de transações com o banco central do país e a queda vertiginosa do rublo.

Em comunicado, a Inditex disse que “não pode garantir a continuidade das operações e condições comerciais” na Rússia. A varejista espanhola tem 502 lojas no país, das quais 86 são da marca Zara.

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