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Brasil Médica que sequestrou bebê em Minas Gerais tentava engravidar há quatro anos e sofreu aborto em 2023

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Além de trabalhar como médica generalista e neurologista, Claudia também é professora da instituição. (Foto: Reprodução)

A médica neurologista Cláudia Soares Alves, suspeita de sequestrar uma recém-nascida no Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, tinha o desejo de ser mãe e fazia inseminação artificial. Segundo o advogado de defesa da médica, Vladimir Rezende, ela tentava engravidar há muito tempo.

Em 2023, a neurologista sofreu um aborto espontâneo, situação que a teria deixado muito abalada. A partir desse episódio, ela teria começado a usar medicamentos opioides para lidar com as dores físicas e emocionais. “Junto com a perda da gravidez, isso pode ter desencadeado um surto psicótico”, afirmou Rezende. A defesa ainda comenta que Cláudia teria comprado roupas de bebê, pois tinha a intenção de criar a criança que sequestrou.

Segundo o advogado, isso comprovaria a sua intensa vontade de maternar. A defesa da médica afirma que irá demonstrar, em juízo, que ela possui transtorno bipolar e que, no momento do crime, ela estava passando por um crise psicótica. Dessa forma, ela não teria a capacidade de discernir a natureza inadequada ou ilícita de suas atitudes.

De acordo com a Polícia Civil, ao ser presa, Cláudia afirmou que estava em surto quando sequestrou a bebê. “No primeiro momento ela teria falado que não havia feito uso de medicação, entrado em surto psicótico, e por isso teria entrado na maternidade e sequestrado essa criança”, detalhou o delegado Carlos Fernandes.

Após a prisão da médica, o bebê foi atendido por equipes de saúde e levado de volta a Uberlândia para ser devolvida aos pais. O caso continua sendo investigado.

“Agora que a criança está sã e salva com a família, nós vamos partir para essas questões periféricas: se ela já conhecia a família, se ela tinha algum vínculo com a família, se houve falha na segurança [do hospital], se tinham mais pessoas envolvidas com ela neste episódio. Mas o nosso objetivo primário, felizmente, foi alcançado (o resgate da bebê)”, explicou o delegado Marcos Tadeu.

Conforme o delegado, Cláudia Soares Alves responderá pelo crime de sequestro qualificado. Se condenada, ela pode pegar até oito anos de prisão.

O que aconteceu

Por volta de meia-noite da quarta-feira (24), a menina foi levada da ala da maternidade por uma mulher – usando jaleco e máscara de proteção – que se passou por médica da unidade. Segundo a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), que administra a unidade de saúde, a médica entrou no local com crachá institucional.

A sequestradora falou com a mãe que levaria a bebê para se alimentar, uma vez que, segunda a própria mãe, ela estava tendo dificuldade para amamentar. Acreditando que a suspeita era realmente pediatra, a mãe e o pai permitiram que a bebê fosse levada.

A gerente de atenção à saúde do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia, Liliane Passos, afirma que a unidade de saúde já está tomando todas as medidas cabíveis. “Gostaria de informar que já está em andamento um processo de apuração de responsabilidades e, que de acordo com o andamento desse processo, todas as tratativas cabíveis serão tomadas. Ressalto também o nosso compromisso com o aprimoramento dos processos de trabalho, especialmente com os controles de acesso no nosso hospital. Assim, a gente vai garantir que outros casos como esse não voltem a acontecer na nossa instituição”, afirmou.

A gerente também informou que a criança está bem e que aguarda ser transferida de volta a Uberlândia. “De acordo com informações da Polícia Militar, felizmente nós tivemos um desfecho favorável para o caso. Já está sendo providenciado o transporte para que a criança retorne para os pais. Nós seguimos acompanhando o caso, e estamos disponíveis para contribuir com toda e qualquer investigação. E, principalmente, nós continuamos dando total apoio e acolhimento para a família”, acrescentou. As informações são da rádio Itatiaia.

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