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Brasil Medicina tem o menor índice de ingresso no nível superior por ações afirmativas

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Estudantes de medicina são também os que menos trabalham. (Foto: Reprodução)

Apesar de praticamente 30% dos alunos concluintes que fizeram o Enade 2016 terem ingressado no ensino superior por meio de ações afirmativas, no curso de medicina essa taxa cai para 12,8%. É o menor índice entre os destacados pelo MEC (Ministério da Educação), que divulgou na quinta-feira (31) os dados da avaliação aplicada a quem estava se formando no ano passado em 18 áreas do conhecimento no Brasil.

Para se ter ideia da discrepância, 24,9% dos concluintes do serviço social entraram por meio de ação afirmativa ou de inclusão social, índice parecido com os 23,3%, contra apenas 12,8% na medicina. O curso tem também o mais baixo índice de pessoas que fizeram todo o ensino médio em escola pública: 15,4%, ante 80,1% dos alunos do serviço social ou 71,6% dos da enfermagem.

Os estudantes de medicina são também os que menos trabalham (apenas 1% disse ter jornada de trabalho acima de 40h semanais) e os que mais estudam (55,4% se dedicam aos livros por mais de 8h diárias). No curso tecnológico em agropecuária é exatamente o oposto: 54,5% trabalham mais de 40h por semana e só 14% conseguem estudar tempo superior a 8h.

Somente três instituições conseguiram o conceito máximo na área de Medicina, todas elas são públicas: a Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), a Universidade Estadual do Ceará, e a Universidade Federal de Viçosa. Na mesma área, oito universidades ficaram no pior conceito do Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes), todas são privadas. Entre elas estão a Universidade Estácio de Sá, a Universidade Metropolitana de Santos, e a Universidade Iguaçu.

As principais universidades do país na área de Medicina oscilaram entre os conceitos 3 e 4. A UFRJ obteve nota 4 para o curso do campus do Rio, e 3 para o do campus de Macaé. O curso de medicina da UFF obteve conceito 3. A mesma nota também foi alcançada pela Unirio. A Uerj, que enfrenta uma grave crise, conquistou nota 4 no Enade. Entre as universidades paulistas mais tradicionais, a Unicamp obteve conceito 4. O mesmo índice foi obtido pela Unesp. Já a Unifesp obteve nota 3. A USP não costuma participar da prova.

Enade

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira divulgou, nesta sexta-feira (1º), em coletiva de imprensa, os resultados do Enade 2016. O exame é realizado para aferir o desempenho dos estudantes em relação a conhecimentos, competências e habilidades desenvolvidas ao longo do curso de graduação. No total, 195.757 inscritos fizeram a prova e 4,3 mil cursos foram avaliados.

Ainda sobre os dados revelados, os indicadores de qualidade da educação superior demonstraram que o desempenho das universidades federais foi melhor que o da rede privada, numa escala crescente de 1 a 5. As federais tiveram 43% das instituições com conceito 4 e 16% com o conceito 5. Enquanto isso, nas particulares, os percentuais foram, respectivamente de 19% e 3%. (Renata Mariz/AG e MEC)

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