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Notícias Médicos mostram novidades em cirurgias plásticas para o corpo

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Eventos ocorrerão no Centro Histórico-Cultural da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, no dia 16 agosto de 2019. (Foto: Reprodução)

Segundo dados da ISAPS (Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica e Estética (ISAPS) sobre os procedimentos realizados em 2017, houve um aumento de 5% no número de intervenções no País, mantendo os brasileiros, ainda, em segundo lugar no ranking mundial, atrás apenas dos Estados Unidos. Com frequência, surgem métodos recomendados para atingir resultados ainda mais naturais e recuperação menos sacrificantes. Confira o que de mais moderno tem sido discutido e apresentado por médicos nos congressos e nos consultórios do Brasil e do mundo.

Barriga em alta definição

Para a retirada de excesso de gordura em algumas partes do corpo, a lipoaspiração clássica continua sendo a número um entre os cirurgiões, que agora testam uma nova alternativa para a região do abdômen, a lipo HD. Segundo o médico Leandro Pereira, um dos diretores da SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica) no Rio, essa modalidade consiste em deixar a musculatura mais marcada, o famoso “tanquinho”, com a retirada de diferentes quantidades de gordura em cada parte da barriga, diferentemente da tradicional aspiração de partes iguais em cada pedaço da região. “O novo método já passou da fase experimental, mas ainda não há estudos sobre os efeitos a longo prazo”, diz Leandro.

Pálpebra sem marcas

Segundo o último censo da SBCP, publicado em 2016, a retirada de bolsas e pele na região da pálpebra, conhecida como blefaroplastia, é o procedimento no rosto mais procurado nos consultórios médicos, inclusive por homens, que tendem a acumular mais gordura nessa área do que as mulheres. A boa notícia é que, em determinados casos, o processo ficou mais simples. Chamado de blefaroplastia por via transconjuntival , a técnica nada mais é que fazer um pequeno corte dentro do olho, na altura da pálpebra inferior, e pinçar o excesso de gordura por esse canal. Esse método deixa uma cicatriz imperceptível. “É uma alternativa quando a flacidez e o excesso de pele não são tão grandes”, diz a cirurgiã plástica Juliana Sales, do Rio.

Outro ponto positivo, diz o cirurgião Luiz Victor Carneiro Jr., do Rio, é que não há mudança no olhar. “A pessoa entra com olho amendoado e sai com o mesmo formato”, diz ele, listando outros benefícios dessa técnica. “A longo prazo, a chance de o olho ficar seco e vermelho é menor.Quando era feito com corte externo, havia casos de coceira e vermelhidão”.

Seios mais leves

Uma prótese de silicone com 30% a menos de peso parece um sonho para a coluna, mas já é realidade em Israel. De lá saiu uma nova tecnologia, já aprovada na União Europeia, que torna os implantes mais leves. “Por causa de um gel de baixa densidade, uma prótese de 200ml com esse material pesa menos do que outras com o mesmo volume”, explica o cirurgião plástico carioca Noel Lima. “Isso faz com que a distensão da pele seja menor, a coluna, menos sobrecarregada, e a recuperação, mais rápida”. Ainda não há, no entanto, previsão para que a novidade chegue ao Brasil.

Nariz 2.0

Quem tem o sonho de mudar o formato do nariz, mas sente medo do pós-operatório ou do resultado final, pode respirar aliviado graças à rinomodelação . A técnica, que vem se tornando bem popular, consiste em alterar determinadas angulações da área a partir da injeção de ácido hialurônico, uma substância presente no próprio organismo e que é usada como preenchedor em diversas regiões da face. “Ele ajuda a corrigir características estéticas”, diz Juliana Sales. “Isso quer dizer ele não altera questões funcionais, como o desvio de septo, por exemplo”.

A médica e toda a sociedade de cirurgiões plásticos frisam que o método, apesar de ser feito dentro do consultório, sem cortes ou anestesia mais elaborada, exige capacitação e experiência. A regra de ouro é sempre fazer com um médico (esqueça as clínicas de estética) que saberá agir se algum problema acontecer. “É um procedimento que tem riscos e demanda muito conhecimento anatômico, porque o nariz é uma área muito vascularizada”, diz Juliana.

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