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Brasil Médicos vão ao Supremo contra a “pílula do câncer”

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A fosfoetanolamina sintética começou a ser produzida em um laboratório da USP há mais de 20 anos. (Foto: USP/Imagens)

A Associação Médica Brasileira protocolou ação direta de inconstitucionalidade e mandado de segurança no STF (Supremo Tribunal Federal) para suspender a lei que permite o uso da fosfoetanolamina sintética, a “pílula do câncer”. O coordenador jurídico da entidade, Carlos Michaelis Júnior, argumenta que a lei, sancionada pela presidenta Dilma Rousseff, representa uma ameaça à saúde pública.

“Não há nenhum estudo mostrando que o produto é eficaz. Além disso, há grave risco de pacientes abandonarem tratamentos para usar algo que não sabemos nem mesmo a composição”, afirma. A lei libera produção, uso e prescrição do composto para pessoas com câncer, apesar de ele nunca ter sido avaliado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Pacientes podem adquirir o produto desde que apresentem laudo médico e termo de consentimento.

A fosfoetanolamina sintética começou a ser produzida em um laboratório do Instituto de Química de São Carlos, da USP (Universidade de São Paulo), há mais de 20 anos pelo professor Gilberto Chierice. Até 2014, as pílulas eram distribuídas para pessoas interessadas. Foi quando a prática acabou interrompida pela USP, iniciando uma série de ações judiciais. “É uma vitória para o doente de câncer”, afirmou o professor Chierice. (AE)

tags: Saúde

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