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Saúde Meningite: 707 mortes pela doença já foram registradas no País neste ano

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Estados vivem surtos de meningite e baixa cobertura vacinal. (Foto: Unsplash)

Até o último dia 30 de setembro, foram registrados 5.821 casos e 707 óbitos por meningite no Brasil, segundo informações do Ministério da Saúde. Os números correspondem a 84,6% dos casos e 89% das mortes confirmadas no país no ano passado. De acordo com a pasta, em 2021, o Brasil registrou 6.874 casos de meningite de diversas etiologias e 793 óbitos.

Em quais Estados a meningite está mais avançada? Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que a vacinação é considerada a forma mais eficaz na prevenção da doença, sendo as vacinas específicas para determinados agentes etiológicos. O avanço da doença no país ocorre em vários Estados, incluindo Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Quais são as formas de prevenção contra a meningite? A preocupação é especialmente com a meningite meningocócica tipo C, causada por uma infecção bacteriana, que tem maior gravidade e provoca óbitos e sequelas naqueles que sobrevivem. A doença pode ser prevenida por vacina, porém a baixa cobertura vacinal é considerada um dos fatores para o avanço do problema.

No entanto, a doença, que tem provocado temor nas populações desses estados, não é a única forma da meningite, embora seja uma das mais perigosas. Isso porque a meningite é uma inflamação da meninge, a membrana que reveste o cérebro e a medula espinhal, e essa infecção pode ser causada por bactérias, vírus, fungos e outros microrganismos.

Segundo dados do Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI), o Brasil protegeu apenas 46,5% do público-alvo neste ano com o imunizante para a meningite meningocócica do tipo C, a forma mais grave e letal da doença.

Em Minas Gerais, a taxa está em 49,9% neste ano. Na Bahia, em 42,9%. Rio e Espírito Santo têm situações ainda mais dramáticas, e registram, respectivamente, 33,4% e 35,4% da população-alvo imunizada.

Essas taxas estão abaixo dos 95% preconizados pelo Ministério da Saúde desde 2013, quando atingiu 96% das crianças. De 2017 para cá, a cobertura caiu para abaixo de 90% e, em 2020, para abaixo de 80%. No ano passado, o país protegeu apenas 69,5% do público-alvo. As informações são do jornal O Globo.

 

 

 

 

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