Domingo, 08 de fevereiro de 2026
Por Redação O Sul | 17 de janeiro de 2026
Segundo a CDL de Porto Alegre, é fundamental ter planejamento para que os gastos educacionais não gerem desequilíbrios financeiros
Foto: FreepikAs famílias gaúchas devem enfrentar um início de ano mais pressionado no orçamento destinado ao ciclo educacional, em um contexto de custos ainda elevados e reajustes acima da inflação média. Segundo levantamento da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) de Porto Alegre, os preços das despesas escolares – que abrangem mensalidades desde a creche até a pós-graduação, além de materiais, livros didáticos, transporte e serviços associados à educação – registraram aumento de 6% no Brasil e de 4,9% na Região Metropolitana de Porto Alegre no acumulado de 12 meses até dezembro de 2025.
Em ambos os casos, a elevação superou o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), indicador oficial que mede a inflação no país, o que amplia a sensação de aperto financeiro para as famílias.
Na Região Metropolitana de Porto Alegre, alguns itens apresentaram reajustes ainda mais significativos, impactando diretamente o planejamento doméstico. As mensalidades da pré-escola, do ensino fundamental (8,4%) e do ensino médio (7,7%) figuram entre os principais destaques, refletindo o aumento dos custos operacionais das instituições de ensino.
Os produtos de papelaria também tiveram alta relevante, com variação média de 7,1%, encarecendo a tradicional lista de materiais escolares no início do ano letivo. O estudo aponta que, mesmo com uma desaceleração moderada em comparação a 2024, os gastos ligados à educação continuam avançando em ritmo superior ao da média da economia, mantendo-se como um dos principais focos de pressão sobre o orçamento familiar.
No período analisado, apenas os computadores pessoais apresentaram comportamento distinto, com deflação de 7,4%, o que pode favorecer a substituição ou atualização de equipamentos em alguns lares.
“O início do ano combina uma série de compromissos relevantes. Nesse sentido, é fundamental ter planejamento para que os gastos educacionais, aliados aos dispêndios característicos dessa época, como o IPTU, o IPVA e os conselhos profissionais, não gerem desequilíbrios que venham a deteriorar as finanças, resultando, até mesmo, em uma situação de inadimplência”, afirmou o economista-chefe da CDL de Porto Alegre, Oscar Frank.
Além de monitorar atentamente a evolução da inflação e dos reajustes no setor educacional, o estudo recomenda que as famílias adotem estratégias práticas para reduzir os impactos financeiros da volta às aulas.
Entre as orientações estão a organização prévia das necessidades, evitando compras por impulso; a pesquisa de preços em diferentes estabelecimentos, inclusive por meio de comparadores on-line; a negociação direta com fornecedores em busca de descontos ou condições especiais de pagamento; a verificação de itens que podem ser reaproveitados do ano anterior; a participação em grupos de WhatsApp voltados à troca ou venda de materiais usados a preços mais acessíveis; e o uso consciente de benefícios financeiros atrelados ao cartão de crédito, como programas de pontos, milhas ou cashback, que podem ajudar a aliviar o peso das despesas educacionais no orçamento anual.
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