Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 1 de outubro de 2015
A presidenta Dilma Rousseff decidiu substituir o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante (PT), na reforma da equipe prevista para ser anunciada nesta quinta-feira. Diante do agravamento da crise política, Dilma resolveu dar um sinal mais forte de que pretende “recomeçar” o segundo mandato, ampliando as mudanças e mexendo no coração do governo.
A informação sobre a troca na Casa Civil foi confirmada por dois interlocutores da presidenta. Na noite de terça-feira, Dilma teve uma longa conversa com Mercadante. Quem assumirá a Casa Civil será o atual ministro da Defesa, Jaques Wagner (PT). Mercadante, porém, não deixará o governo. O último desenho da reforma ministerial prevê a volta do homem forte do Palácio do Planalto para o Ministério da Educação, pasta que ele ocupou durante dois anos (de janeiro de 2012 a janeiro de 2014) e que hoje é comandada por Renato Janine Ribeiro.
Depois de muitas e idas e vindas, a mandatária concluiu que Mercadante está desgastado no relacionamento com o Congresso. Apesar de resistir muito a essa mudança, ela avaliou que a permanência do principal auxiliar na Casa Civil não contribui para a recomposição da base aliada. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) – a quem cabe aceitar ou não os pedidos de impeachment contra Dilma – ,é um dos principais críticos de Mercadante.
Ribeiro foi o quinto ministro da Educação desde o início do primeiro mandato de Dilma. Antes dele passaram pelo MEC Fernando Haddad, Mercadante, José Henrique Paim e Cid Gomes, que deixou o cargo em 18 de abril, após discutir com parlamentares na Câmara.
Os comentários estão desativados.