Quinta-feira, 07 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 2 de maio de 2017
Os analistas do mercado financeiro baixaram sua previsão de inflação para este ano e estimaram um crescimento maior do PIB (Produto Interno Bruto) em 2017. As expectativas dos analistas do mercado financeiro foram coletadas pelo BC (Banco Central) na semana passada e divulgadas nesta terça-feira (02) por meio do relatório de mercado, também conhecido como Focus.
Para o comportamento do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) em 2017, a “inflação oficial” do país, o mercado baixou sua previsão de 4,04% para 4,03%. Foi a oitava redução seguida do indicador. Com isso, manteve a expectativa de que a inflação deste ano ficará abaixo da meta central, que é de 4,5%.
Para 2018, a previsão do mercado financeiro para a inflação recuou de 4,32% para 4,30%. Essa foi a quarta queda seguida no indicador. O índice está abaixo da meta central de inflação para o período (4,5%) e também do teto de 6% fixado para o ano que vem.
PIB, taxa de juros e câmbio
Para o Produto Interno Bruto de 2017, o mercado financeiro elevou sua estimativa de crescimento de 0,43% para 0,46%. Em 2016, o PIB brasileiro caiu pelo segundo ano seguido e confirmou a pior recessão da história do País, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Para 2018, os economistas das instituições financeiras mantiveram sua estimativa de expansão do PIB estável em 2,50%.
O mercado financeiro manteve sua previsão para a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 8,5% ao ano no fechamento de 2017. Ou seja, os analistas continuam estimando novas reduções de juros neste ano. Atualmente, a Selic está em 11,25% ao ano. Para o fechamento de 2018, a estimativa dos economistas dos bancos para a taxa Selic continuou em 8,5% ao ano. Com isso, estimaram que os juros ficarão estáveis no ano que vem.
Na edição desta semana do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2017 permaneceu em R$ 3,23. Para o fechamento de 2018, a previsão dos economistas para o dólar ficou estável em R$ 3,38. (AG)
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