Quinta-feira, 09 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 8 de julho de 2026
Os mercados financeiros ao redor do mundo fecharam em queda nessa quarta-feira (8), após os Estados Unidos realizarem uma nova série de ataques contra o Irã, sofrerem o revide e depois de o presidente americano, Donald Trump, afirmar que o acordo preliminar de paz com o Irã “acabou”. A declaração ocorreu depois de uma nova troca de ataques entre os dois países, reacendendo os temores de uma escalada do conflito no Oriente Médio.
O aumento da tensão levou investidores a buscar ativos considerados mais seguros e elevou as preocupações com possíveis impactos sobre o fornecimento global de petróleo, especialmente por causa dos riscos envolvendo o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte da commodity.
O preço do petróleo disparou nessa quarta-feira (8) após os Estados Unidos realizarem uma nova série de ataques contra o Irã. Também havia uma incerteza se o estreito de Hormuz voltará a ser bloqueado, o que impactaria o fornecimento de petróleo.
Na máxima do dia, o barril Brent, referência mundial, atingiu US$ 80,59 por volta das 12h45 (horário de Brasília), disparando 8,67% em relação ao dia anterior.
O Brent encerrou o dia com alta de 7,17%, a US$ 79,48, consolidando o fechamento mais alto desde 22 de junho. Já o petróleo WTI (West Texas Intermediate), usado nos EUA, era negociado a US$ 73,52 ao fechamento, uma alta de 4,37%.
Trump fez novas críticas ao regime iraniano. “Até onde sei, é só uma perda de tempo lidar com eles (iranianos). Eles são mentirosos, há algo errado com eles. Eles são loucos. Até onde sei, acabou (o acordo)”, disse o americano ao lado do secretário-geral da Otan, Mark Rutte, durante a cúpula da aliança militar ocidental em Ancara (Turquia).
O retorno das tensões também impactou os mercados ao redor do mundo. No Brasil, o dólar fechou em leve queda de 0,11% nessa quarta-feira (8), cotado a R$ 5,146.
Na Bolsa, as incertezas em relação ao estreito de Hormuz deu impulso às petroleiras, com a Petrobras avançando mais de 3% e Petrorecôncavo, 6%. Não foi o suficiente, porém, para amortecer a queda das demais ações do Ibovespa, que fechou com perdas de 0,79%, a 170.653 pontos. Vale pesou no índice, com recuo de 4,6%.
Em Wall Street, o índice S&P 500 recuou 0,3% e o Nasdaq subiu 0,2%. Já o Dow Jones perdeu 1,09%.
“O mercado volta a demonstrar forte preocupação com a oferta global de petróleo, especialmente diante da incerteza em relação às exportações provenientes do Golfo Pérsico. Há uma probabilidade elevada de redução dos volumes escoados pela região, o que teria impacto direto sobre o equilíbrio entre oferta e demanda, principalmente na Ásia e na Europa”, diz Bruno Cordeiro, analista de mercado da Stonex.
Já os juros futuros avançaram, refletindo a possibilidade de novas pressões inflacionárias sobre a economia brasileira que forçariam a manutenção da Selic em patamares elevados.
A queda maior nas Bolsas ocorreu na Ásia, com os investidores também impactados pelas dúvidas se a valorização das empresas ligadas ao setor de inteligência artificial atingiram o seu ápice.
A Bolsa de Seul voltou a liderar as perdas ao despencar 5,35%, seguido por Hong Kong (-2,99%) e Tóquio (-2,11%). Na China, o índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, retrocedeu 0,77%, enquanto o índice SSEC, de Xangai, perdeu 0,49%.
Na Europa, o Euro STOXX 600, referência na União Europeia, fechou em queda de 1,8%, a 634,91 pontos, seu nível mais baixo em uma semana. A tendência foi seguida em Frankfurt (-2,23%), Londres (-1,66%), Paris (-2,18%), Madri (-2,73%) e Milão (-1,22%). (Com informações do jornal Folha de S.Paulo)
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