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Economia Mesmo com a pandemia, a China teve saldo comercial recorde no mês de maio

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Uma história alternativa da "descoberta" das Américas traz chineses como protagonistas. (Foto: Reprodução)

A China registrou um superávit comercial recorde em maio, refletindo a queda menor que o esperado das exportações, graças ao aumento nas vendas de medicamentos e equipamentos de proteção médica, como as máscaras.

Em maio, as exportações chinesas caíram 3,3% em dólares na comparação anual e superaram as estimativas dos economistas, enquanto as importações recuaram 16,7%. Isso resultou em um superávit comercial de US$ 62,93 bilhões. O superávit comercial da China com os EUA aumentou para US$ 27,89 bilhões em maio, segundo cálculo feito pela Reuters.

O superávit recorde ocorre em um momento de queda dos preços das commodities que a China compra, como petróleo, gás natural e soja. Enquanto isso, as exportações foram ajudadas em parte pelas vendas de máscaras e outros suprimentos médicos, com países do mundo inteiro lutando para conter a pandemia da Covid-19.

As exportações de equipamentos médicos subiram 88,5%, segundo dados do banco chinês CICC.

Embora a China tenha aumentado suas importações de commodities, o preço médio delas caiu. O preço médio de compra do petróleo caiu 21,2% em yuans nos primeiros cinco meses do ano, enquanto o volume de compras subiu 5,2%. Os preços do carvão, do gás natural, da soja e de outras commodities também diminuíram. O valor das importações de automóveis encolheu em 31,3%.

O volume dos principais itens de importação subiu, o que mostra que a economia da China está em processo de recuperação gradual”, Xing Zhaopeng, economista do Australia and New Zealand Banking Group, em Xangai.

Importações de petróleo

As importações de petróleo bruto pela China em maio saltaram 19,2% na comparação anual, para o maior nível mensal já registrado, à medida que a demanda por combustíveis tem uma recuperação robusta depois do relaxamento de medidas de isolamento adotadas contra o novo coronavírus.

O maior importador global de petróleo importou 47,969 milhões de toneladas de petróleo, segundo dados da Administração Geral de Alfândegas, o equivalente a 11,296 milhões de barris por dia (bpd), segundo cálculos da Reuters.

As importações em maio comparam-se com 9,84 milhões de bpd no mês anterior e 9,47 milhões de bpd em maio de 2019.

Nos primeiros cinco meses de 2020, a China importou um total de 215,576 milhões de toneladas de petróleo, ou 10,353 milhões de bpd, alta de 5,2% na comparação com mesmo período do ano anterior, segundo os dados.

Analistas estimam que a demanda da China por petróleo recuperou mais de 90% do nível visto antes da pandemia de coronavírus.

A taxa de utilização média em refinarias estatais foi de 71,27% em maio, alta de 3,21 pontos percentuais ante abril, enquanto refinarias privadas operaram a 76,12%, segundo a consultoria Sublime.

Enquanto isso, as exportações de produtos refinados somaram 3,89 milhões de toneladas em maio. Entre janeiro e maio, a China exportou 29,90 milhões de toneladas de combustíveis.

As importações de gás natural e maio, incluindo por gasodutos e gás natural liquefeito (GNL), foram de 7,84 milhões de toneladas. Entre janeiro e maio, elas somaram 40,12 milhões de toneladas. As informações são do jornal Valor Econômico e da agência de notícias Reuters.

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