Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 31 de julho de 2025
Com a diminuição nas taxas de incidência de dengue ao longo das últimas quatro semanas, Porto Alegre retrocedeu à mais baixa das cinco escalas de monitoramento, a de “normalidade”. A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) confirmou nessa quinta-feira (31), porém, a 24ª morte pela doença desde março, quando ocorreu o primeiro caso fatal na cidade este ano.
O mais recente óbito teve como vítima uma adolescente de 17 anos. Moradora do bairro Lomba do Pinheiro (Zona Leste). Um dos 17.044 pacientes com teste positivo para a doença na capital gaúcha nos sete primeiros meses de 2025, ela sofria de comorbidades (doenças pré-existentes), um dos fatores de risco para o agravamento do quadro de quem é picado pelo mosquito Aedes aegypti.
Porto Alegre permaneceu durante quase cinco meses (de março até a metade de julho) com status de “emergência”, retrocedendo no dia 28 de julho para o de “mobilização” e, agora, para o de “normalidade”. Nesse estágio, a divulgação de boletim ou informativo epidemiológico pela prefeitura é opcional.
As cinco escalas estão previstas no “plano de contingência”, documento com foco em diretrizes de enfrentamento do cenário epidemiológico pelas equipes da pasta. Os principais indicadores que servem de base são a taxa de incidência de dengue e o número de falecimentos.
Dados públicos sobre arboviroses (dengue, zika e chikungunya) em Porto Alegre estão disponíveis no boletim informativo de arboviroses, veiculado no site prefeitura.poa.br/sms. A estatística está sujeita à revisão.
Sintomas e prevenção
Quem apresenta febre, vômito, dor de cabeça e no corpo deve procurar imediatamente um posto de saúde. Em caso de sintomas como dor abdominal intensa, tontura, sangramentos, desidratação e dificuldade para se alimentar, a orientação é de que o indivíduo se dirija a serviços de urgência como a unidades de pronto atendimento (UPA).
As autoridades de saúde preconizam a adoção de uma série de práticas comprovadamente capazes de evitar a proliferação do inseto transmissor. Confira:
– Evitar água parada em qualquer recipiente, inclusive em piscinas plásticas;
– Descartar o lixo corretamente;
– Manter caixas d’água e lixeiras bem tampadas;
– Limpar calhas e colocar telas nos ralos;
– Tratar adequadamente a água de piscinas.
(Marcello Campos)
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