Quinta-feira, 04 de junho de 2026

Porto Alegre

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil Mesmo com texto enxuto, líderes partidários apontaram dificuldades para aprovar a reforma da Previdência neste ano

Compartilhe esta notícia:

Com o objetivo de aprovar a reforma, governo retirou parte das propostas, mas PEC só seguirá para o Senado se tiver o apoio mínimo de 308 deputados. (Foto: Reprodução)

Mesmo depois de o governo ter apresentado uma proposta enxuta para a reforma da Previdência, líderes partidários avaliam que será difícil aprovar a proposta ainda neste ano. Para esses líderes, apesar das mudanças, a reforma continua polêmica e, por isso, não há consenso sobre o projeto a ser aprovado.

O relator da reforma da Previdência, deputado Arthur Maia (PPS-BA), admite que, para se obter os 308 votos necessários para a aprovação, será necessário um “trabalho árduo”.

A proposta foi enviada ao Congresso em dezembro do ano passado e chegou a ser aprovada na comissão especial em maio, mas, desde então, não avançou por falta de consenso. Diante disso, o governo articulou com Arthur Maia uma versão enxuta.

O que dizem os líderes

Para o líder do PR, José Rocha (BA), o principal desafio do governo é a falta de tempo para a proposta ser votada, isso porque faltam quatro semanas para o recesso parlamentar. “Acho que o governo tem que ter muita cautela, tem que conversar mais, explicar mais. A divulgação até que melhorou muito, mas em um tempo muito curto. E, enquanto o tempo passa, mais próximo está da eleição, e fica mais difícil aprovar”, afirmou.

O líder do PSDB, Ricardo Tripoli (SP) diz que, mesmo com as mudanças, o texto ainda tem problemas em questões centrais, o que pode dificultar a aprovação. “Não houve aperfeiçoamento do texto, mas apenas o abandono de alguns itens. O PSDB vai apresentar alternativas ao texto do governo. Vamos votar a reforma da Previdência desde que ela seja adequada ao país e aos trabalhadores”, declarou.

Contrário à reforma, o líder do PT, Carlos Zarattini (SP), afirma que o projeto é uma “crueldade com o povo brasileiro” e, por isso, ele avalia que a maioria dos deputados se posicionará contra a proposta.

Aliado do governo, o líder do PSD, Marcos Montes (MG), diz que o Planalto está se “esforçando muito” e, embora algumas dificuldades “persistam”, há fatores, na avaliação dele, que mostram um “quadro melhor” para a aprovação da reforma.

O deputado Victório Galli (MT), líder do PSC, partido do chamado “Centrão”, avalia que as estratégias do governo têm funcionado e, como o novo texto fico “adequado”, deve conseguir o apoio necessário. “O projeto está bom porque o objetivo é acabar com os privilégios. Vamos equiparar trabalhadores da iniciativa privada e pública, onde o déficit é maior. A reforma não vai mexer com o trabalhador da zona rural, que pode ficar tranquilo. Acho que agora vai passar”, afirmou.

Busca por apoio

Por se tratar de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição), precisa do apoio mínimo de 308 deputados e, por isso, o presidente Michel Temer tem tentado convencer a base aliada a votar a reforma.

Nesta semana, por exemplo, Temer ofereceu um jantar a deputados no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência, para apresentar o novo texto. Nos bastidores, a base aliada dizia que eram esperados 300 deputados, mas compareceram 176 pessoas, incluindo parlamentares, ministros e economistas.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Ministério do Trabalho denuncia trabalho escravo no Rock in Rio
Relator na Câmara dos Deputados da proposta que põe fim ao foro privilegiado disse esperar que a mudança seja aprovada no ano que vem
Pode te interessar