Segunda-feira, 30 de março de 2026

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Geral Messenger Kids: falha no Facebook expõe crianças a adultos desconhecidos

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Rede social desembolsou entre US$ 500 milhões e US$ 1 bilhão para adquirir a start-up (Foto: Reprodução)

A privacidade de dados segue um problema para o Facebook. Dessa vez, a empresa de Mark Zuckerberg está envolvida em uma falha de segurança a usuários mais vulneráveis: crianças e adolescentes.

Em junho, um “erro técnico” descoberto no Messenger Kids permitiu que crianças pudessem usar o bate-papo do aplicativo com adultos, sem qualquer supervisão de seus responsáveis. O Facebook reconheceu a falha só no final de agosto — e isso semanas após ser questionado pelo Senado americano a responder sobre o caso. A carta com as respostas da empresa está on-line (em inglês).

Mas parece que o Facebook não convenceu os senadores que pediram explicações: os democratas Edward Markey, do Estado de Massachusetts, e Richard Blumenthal, de Connecticut.

Para os parlamentares, a empresa deveria ter explicitado de que maneira priorizaria a privacidade e a segurança das crianças online. Isso porque a expectativa sobre o Messenger Kids era a de que ele pudesse representar um refúgio seguro para que menores de 13 anos usassem o bate-papo sem que seus pais se preocupassem com a exposição dos filhos a conversas com estranhos.

Nos Estados Unidos, a falha de privacidade não é um problema banal, uma vez que está alçada sob a Coppa (Lei de Proteção à Privacidade Online para Crianças). Com a falha no aplicativo admitida agora pelo Facebook, descobriu-se que os jovens usuários conseguiriam contornar as restrições e conversar com contatos não autorizados.

Na carta enviada aos senadores democratas, a companhia afirma acreditar que o Messenger Kids está em conformidade com a Coppa. Quem a assina é o vice-presidente de política pública do Facebook, Kevin Martin, que admitiu o erro, mas disse haver comprometimento em melhorar o aplicativo “continuamente para garantir que não apenas cumpramos a Coppa, mas cumprimos e superemos os altos padrões dos pais e famílias”.

A carta detalha quando a falha foi descoberta e quando foi corrigida: teria sido introduzida em outubro de 2018, somente dez meses após o aplicativo começar a ser usado, com descoberta efetiva do problema apenas este ano, em 12 de junho. Na ocasião, disse, a companhia atualizou seu código para corrigir o problema no dia seguinte— cerca de um mês depois, 15 de julho, os pais começaram a ser notificados. O portal The Verge foi o primeiro a dar publicidade a esses emails.

“O Messenger Kids leva a sério a privacidade e a segurança das crianças, e estamos comprometidos em garantir que quaisquer erros técnicos sejam investigados e resolvidos rapidamente”, concluiu Martin.

A reportagem de Tilt procurou o Facebook Brasil a respeito da falha e da resposta dos senadores norte-americanos ao caso, mas a empresa disse que “não tinha um posicionamento sobre isso momento”.

Senadores

Os senadores democratas queriam saber se a empresa violara a Lei de Proteção à Privacidade Infantil Online. Pela resposta do Facebook, não há, no entanto, a conclusão de que isso de fato tenha ocorrido.

“A resposta do Facebook dá pouca segurança aos pais de que o Messenger Kids é um lugar seguro para as crianças hoje”, disseram ao The Verge os legisladores, que se disseram “particularmente desapontados pelo Facebook não ter se comprometido a realizar uma revisão abrangente do Messenger Kids para identificar erros adicionais ou problemas de privacidade”.

“Se o Facebook deseja que os filhos e os pais confiem, ele precisa se sair muito melhor que isso”, definiram. Para os deputados, o Facebook precisa “adotar uma abordagem proativa que faça da privacidade e segurança a prioridade número um da plataforma, principalmente para crianças.”

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