Domingo, 14 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 18 de maio de 2018
O presidente da República Michel Temer avalia anunciar oficialmente na próxima terça-feira a desistência de sua candidatura à reeleição. No mesmo evento, ele deverá comunicar seu apoio ao ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles como o nome do MDB para disputar o Palácio do Planalto, nas eleições de outubro.
A ideia é de que o anúncio seja feito em evento que lançará o documento “Encontro com o Futuro”, que será usado como a plataforma do partido para a sucessão presidencial.
Em conversas reservadas, o presidente reconhece não ter viabilidade eleitoral para disputar o cargo. Ele tem dito que aumentou o volume de críticas desde que manifestou interesse em seguir no posto.
Apesar de já ter sido convencido a formalizar na terça-feira sua saída da disputa, Michel Temer disse a assessores e auxiliares que só tomará a decisão final na véspera do evento, na noite de segunda-feira, quando fechará seu discurso para o encontro.
A ideia inicial do presidente era confirmar a sua desistência apenas no mês de julho, às vésperas das convenções partidárias. Sob pressão de seu próprio partido, contudo, ele decidiu antecipar o anúncio.
A cúpula da sigla vem reclamando que a insistência dele de manter a candidatura estava atrapalhando as negociações com partidos aliados para a formação dos palanques nacionais e estaduais.
Na pesquisa mais recente do Datafolha, divulgada no mês de abril, o governo do emedebista apareceu com um índice de 70% de rejeição.
Para a disputa deste ano, Michel Temer tem 2% das intenções de voto e 64% não votariam nele de jeito nenhum.
O ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles também tem um percentual baixo, de 1%, mas o seu índice de rejeição é bem menor, de 17%, o que indica uma margem de crescimento.
Com a decisão de não ser candidato, Temer já escalou o presidente do conselho nacional do Sesi (Serviço Social da Indústria), João Henrique Almeida Sousa, e o marqueteiro Elsinho Mouco para a campanha presidencial de Henrique Meirelles.
O documento que será lançado é uma espécie de continuação do “Ponte para o Futuro”, de outubro de 2015, criado às vésperas do impeachment da então presidente Dilma Rousseff.
O texto de 2015 trazia uma análise conjuntural do País e estabelecia metas a serem cumpridas. Ele foi usado como base para o governo do presidente Michel Temer, que assumiu o comando do Palácio do Planalto em maio de 2016.
Entre os pontos do texto estavam a defesa de um limite para as despesas públicas, colocado em prática com a aprovação da PEC do teto de gastos. Outra prioridade – esta não cumprida – era a reforma da Previdência.
Os comentários estão desativados.