Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 10 de junho de 2017
Na sexta-feira, o presidente Michel Temer acompanhou o resultado do julgamento no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) no Palácio do Planalto. Segundo fontes ligadas ao peemedebista, ele e os seus aliados estavam seguros da absolvição no processo que pedia a cassação da chapa que o elegeu vice da então presidenta Dilma Rousseff, em 2014. O próprio Temer chegou a dizer abertamente aos interlocutores que não tinha dúvida disso. Foi intenso o entra e sai no gabinete presidencial, que esteve com a TV ligada no julgamento o dia todo.
Temer teve compromisso fora do planalto na manhã de sexta-feira e despachos à tarde, mas sempre de olho na TV. No desfecho da sessão do TSE, estavam com o presidente, no terceiro andar, os ministros Raul Jungmann (Defesa), Torquato Jardim (Justiça), Helder Barbalho (Integração Nacional), Sergio Etchegoyen (Gabinete de Segurança Institucional) e Antônio Imbassay (secretaria de Governo).
Assim que terminou a sessão, já está tudo preparado para o porta-voz leia uma nota. Essa vai ser a manifestação do Planalto que está sendo esperada para a noite desta sexta. Os palacianos dizem que o TSE deu um importante fôlego para o governo, mas que o clima ainda é de perturbação.
Por isso, a ordem é demonstrar serenidade, passar uma imagem de humildade, até porque os problemas judiciais de Temer não param por aí. A ofensiva da defesa, agora, é para o Supremo Tribunal Federal, onde Temer responde inquérito por causa das delações da JBS/Friboi.
Nos bastidores, está claro que a principal preocupação do presidente e seu entorno é com o ex-assessor presidencial Rocha Loures. Um ministro o definiu como “uma bomba-relógio”, justificando os temores sobre uma eventual delação do “deputado da mala”.
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