Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 22 de agosto de 2016
Nos primeiros 100 dias de governo, o presidente interino Michel Temer precisou lidar com os incômodos de dois colegas do PMDB com os quais a convivência está longe de ser tranquila: o imprevisível presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), e o então todo-poderoso presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (RJ), hoje afastado.
Com Calheiros, a relação é pautada pela disputa da hegemonia no partido, com direito a traições, ofensas e desentendimentos entre ambos, que, agora, já ensaiam uma reaproximação, visível em pequenos gestos.
Nas últimas semanas, por exemplo, o presidente do Senado tem demonstrado um maior engajamento no processo de impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff (condição para que Temer seja efetivado no Palácio do Planalto), do qual antes preferia manter distância.
Cunha
Em relação a Cunha, aliados de Temer minimizam as preocupações. Se o polêmico parlamentar foi o principal responsável por garantir o afastamento de Dilma pelo Congresso Nacional, hoje ele vive o seu pior momento, embora os boatos de supostas ameaças de delação ainda rondem o Planalto. (AG)
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