Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 17 de julho de 2015
AMicrosoft está prestes a lançar o Windows 10, a nova versão do sistema operacional que deu forma à indústria dos computadores pessoais. Será o último Windows. Em trinta anos, desde que o software chegou ao mercado, em novembro de 1985, consumidores e fabricantes de computadores acostumaram-se a ver surgir edições reformuladas do sistema, em intervalos de dois ou três anos. O Windows 10 marca um ponto de ruptura.
Em vez de grandes lançamentos, a companhia pretende fazer atualizações constantes, de maneira quase imperceptível para o usuário, como ocorre com o Chrome, o programa de navegação do Google. Não se espere, portanto, um Windows 11 ou posteriores.
Mas isso não quer dizer que a Microsoft esteja aposentando o sistema. Pelo contrário: com as atualizações on-line, a expectativa é que o consumidor tenha sempre em mãos os recursos mais avançados, o que tende a reforçar o uso do Windows. Ao mesmo tempo, evita especulações sobre qual será a curva de adoção de uma nova versão.
Por exemplo, o Windows 8, lançado em outubro de 2013, ainda é menos utilizado que seu antecessor, o 7, distribuído dois anos antes. Com o Windows 10 (o número 9 foi pulado), a Microsoft aprofunda a estratégia de vender software como serviço, sem cobrança de uma licença de uso. Em vez disso, os programas são pagos como uma conta de água ou luz.
A companhia já havia feito isso com outros produtos, como o pacote Office (Word, Excel, PowerPoint etc) e o Dynamics, usado por empresas para gerir o relacionamento com seus usuários. A estratégia aproxima o Windows do cenário que prevalece no mundo dos smartphones, nos quais os sistemas são atualizados permanentemente, até o limite técnico do aparelho.
Ainda há muitas dúvidas sobre como a Microsoft vai cobrar pelo Windows como serviço. Os detalhes serão revelados no dia 29 deste mês, quando o sistema for oficialmente liberado para download. Na estreia, os consumidores que tiverem equipamentos com Windows 7 ou versões mais recentes poderão baixar e usar o programa gratuitamente.
Prazo de um ano para atualizar o Windows.
O prazo para fazer a atualização sem custo vai durar um ano. Quem não fizer a migração nesse período terá de pagar pelo Windows 10. Ao impor a limitação de tempo, a Microsoft espera acelerar a adoção do Windows 10. A meta da companhia é que o sistema esteja em funcionamento em um bilhão de dispositivos em dois anos.
Não está claro se o consumidor terá de pagar pelas atualizações posteriores. Isso parece improvável porque vai no sentido contrário à proposta de ter sempre um software atualizado. Mas esse cenário vale para o usuário comum, que usa o programa em casa.
As empresas continuarão pagando pelo sistema de acordo com o número de usuários. Além do download, o Windows 10 continuará a ser vendido no varejo, no formato de “caixinha”, para atender principalmente aos profissionais que montam computadores e aos usuários de versões mais antigas que o Windows 7, como o Windows XP.
O Windows 10 marca a maior unificação tecnológica já feita pela Microsoft. O sistema poderá ser usado em computadores, smartphones e tablets, além do videogame Xbox. É uma boa notícia para os programadores, que não precisarão mais escrever versões diferentes de seus aplicativos. Um único programa funcionará em vários equipamentos, desde que todos tenham o novo sistema. Essa unificação vai proporcionar uma conexão mais simples entre os diferentes dispositivos que fazem parte do dia a dia das pessoas. Vamos supor que um adolescente comece a disputar uma partida no Xbox usando a TV da sala. Quando os pais quiserem ver televisão, não precisarão nem discutir. O jogo poderá ser transferido para o computador ou tablet, exatamente no ponto em que está, usando a rede Wi-Fi de casa. (Folhapress e AG)
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