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Últimas Miguel Falabella grava música com Gottsha e decreta: “Vou me aposentar no dia que eu morrer”

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Miguel Falabella aceita convite de Gottsha para regravar clássico. (Foto: Divulgação)

Elton John e Kiki Dee à brasileira. Acostumado a soltar a voz em grandes musicais, dessa vez o multifacetado Miguel Falabella divide os vocais com Gottsha na versão do clássico “Don’t Go Breaking My Heart”, gravado por Elton e Kiki em 1976. O single tem previsão para chegar às plataformas digitais em março. Mas se engana quem pensa que o autor tem pretensões de se lançar no mercado fonográfico.

“Não pretendo ser cantor profissional! Não sou cantor! Canto somente em palco, no teatro. Essa foi uma brincadeira que fiz com a Gottsha”, disse Falabella.

Ao contrário de Miguel, além de atriz e dubladora, ela já teve álbum gravado. Seu primeiro sucesso foi em 1995, “No One to Answer”. Três anos depois, Gottsha lançou “I Love The Night Life”. Fez parte da trilha sonora da novela Cobras e Lagartos, com “Time to Love”, em 2006; e de “Ti Ti Ti”, em 2010, quando regravou “Fala”, do Secos e Molhados. Fora seus trabalhos em musicais consagrados. Trabalhar com Falabella, segundo ela, é garantia de aprendizado e de uma troca boa de energia.

“Dividir qualquer coisa com ele é como receber um patuá. Sou apaixonada pelo Mig e acho o que tudo que ele se propõe a fazer é genial. Quando o convidei para esse dueto, pensei que talvez ele pudesse resistir, mas aceitou super animado na hora”, diz ela.

“Já o chamei de David Bowie brasileiro, porque além de sexy, é um multiman: dirige, atua, produz, canta, dança, escreve … A única coisa que ainda não o tinha visto fazer, era gravar uma música profissionalmente, principalmente sendo uma onda pop. Sorte a minha”, vibra a artista.

Falabella, que testou positivo para Covid-19, já está 100%. Produtivo, diz como vem enfrentando esse período de distanciamento social, longe dos palcos.

“Acho que, como todo mundo, a pandemia foi um momento de muita dificuldade para todos nós. Emocionalmente, um período muito difícil. Mas acho que aí é o momento de se buscar equilíbrio e técnicas para não surtar”, lembra ele.

Com uma trajetória de quatro décadas recheada de sucessos como dramaturgo, ator, cineasta, apresentador, dublador, diretor teatral e até carnavalesco (ele já foi das escolas Império da Tijuca e Rocinha), Falabella, aos 64 de idade, quer mais e nem cogita aposentadoria.

“Vou me aposentar no dia que eu morrer. Não vou parar de trabalhar nunca! Os públicos vão mudando, vão se transformando, e você vai se adequando. Talvez como ator eu trabalhe menos, mas o autor continuará vivo, até quando eu tiver forças”, diz Miguel.

Tanto é verdade, que este ano ele vai dirigir “Donna Summer Musical”, e vem mais por aí: “Tenho um musical sobre a Alcione, que eu irei fazer ano que vem”.

Em se tratando de trabalho, Gottsha não fica atrás. Está confirmada no elenco de “Cinderella – O Musical”, e planeja retomar a carreira como cantora.

“Nunca pensei em desistir. Tenho orgulho de ter sido a primeira brasileira da década de 90 a fazer um trabalho dançante todo em inglês, mas completamente Made in Brasil, exportado pra mais de 50 países. Mas o mercado fonográfico perdeu força e acabei enveredando para o teatro musical, onde também sou muito feliz.”

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