Quarta-feira, 19 de Fevereiro de 2020

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Mundo Milhares de argentinos protestaram em Buenos Aires contra o FMI e a cúpula do G20

Ativistas com o corpo pintado com bandeiras dos participantes do G20 protestam em Buenos Aires. (Foto: Reprodução)

Milhares de pessoas foram às ruas de Buenos Aires (Argentina), na sexta-feira (30), para protestar contra a cúpula do G20 e contra o Fundo Monetário Internacional (FMI), considerado por muitos como o “verdadeiro governo” do país. As informações são da agência de notícias Efe.

Convocado pela Confluência Fora G20-FMI, que reúne partidos políticos, organizações sociais e sindicatos, o protesto percorreu o centro da capital argentina, que estava tomado por um forte esquema de segurança, com milhares de policiais e grades cercando as ruas que estavam no trajeto planejado pelos manifestantes.

Um grupo de mulheres com as bandeiras dos países que participam do G20 pintadas em seus corpos puxava o protesto. Nos cartazes levados pelos manifestantes, os alvos preferidos eram, além do presidente da Argentina, Mauricio Macri, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a diretora do FMI, Christine Lagarde.

Nora Cortiñas, de 88 anos, integrante da organização Mães da Praça de Maio, disse à Agência Efe que participava do protesto para repudiar a política econômica do governo. “Eles aceitam que o G20 e o FMI venham aqui nos ensinar como temos que governar o país economicamente. Não os queremos aqui. Que vão embora”, afirmou a ativista.

As críticas ao recente empréstimo de US$ 57 bilhões feito pelo governo de Macri ao FMI também dominavam os cartazes exibidos pelos manifestantes ao longo do protesto, que só ocorreu depois de negociações entre os organizadores e o governo.

O secretário-geral da Associação de Trabalhadores do Estado, Hugo Godoy, explicou que a manifestação visava atacar as políticas que os países centrais impõem sobre o restante do mundo. “É a especulação financeira, a poluição, coisas que somente provocam a destruição do trabalho, da produção e arrasam com a soberania das nações”, afirmou o sindicalista.

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