Quarta-feira, 13 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 12 de maio de 2026
Dezenas de milhares de argentinos marcharam nessa terça-feira (12) pelo centro de Buenos Aires e pelas principais cidades do país para exigir que o presidente Javier Milei reverta os cortes que aplicou ao orçamento das universidades públicas. O protesto ocorreu em um momento delicado para o governo, cuja popularidade despencou este ano em meio a dificuldades econômicas e acusações de corrupção.
Estudantes, professores, pesquisadores, sindicalistas e líderes da oposição participaram da manifestação massiva, que terminou na Praça de Maio.
Milei, que assumiu o cargo no final de 2023 com a promessa de realizar cortes profundos nas contas públicas para eliminar o déficit fiscal, vetou uma lei do Congresso em 2025 que garantia um aumento no orçamento universitário.
Embora sua decisão tenha sido derrubada pelo Congresso, com os senadores rejeitando o veto por ampla maioria, o governo ainda não implementou o financiamento estipulado na lei.
A marcha universitária, a quarta desde que Milei tomou posse, ocorreu após a publicação, na segunda-feira, de uma modificação do orçamento federal com novos cortes nas áreas de educação e saúde em nome de sua política de equilíbrio fiscal.
Sob o lema “Milei cumpra a lei”, estudantes e professores reivindicaram a aplicação da norma que obriga o governo a garantir recursos para o sistema universitário e atualizá-los de acordo com a inflação.
Com o impasse, o Supremo Tribunal Nacional de Justiça terá de se pronunciar sobre o assunto após um recurso extraordinário apresentado pelo governo, que afirma não possuir os fundos necessários para colocar a lei em prática.
O texto aprovado estabelece que a verba destinada às cerca de 60 universidades públicas do país seja atualizada periodicamente levando em conta a inflação.
A disputa em relação ao tema remonta a reivindicações feitas a Milei desde o primeiro ano de seu mandato. Ainda em 2024, o argentino vetou uma lei equivalente e, com articulação acirrada, conseguiu manter o veto no Congresso.
Naquele momento, a despeito de duas grandes manifestações pelo país que cobravam mais verba para as instituições em seu mandato, Milei vetou a norma com o argumento de que aumentar o orçamento feria seu plano de déficit zero. As informações são da agência de notícias Reuters.
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