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Você viu? Milhares de pessoas saem às ruas em cidades ao redor do mundo contra “ataque da política contra a ciência”

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Marcha de cientistas em Berlim (Foto: Reprodução)

Milhares de pessoas foram às ruas neste sábado (22) em centenas de cidades ao redor do mundo, entre elas Porto Alegre, contra o que acreditam ser um “ataque político global contra os fatos”. Programada para o Dia da Terra, a Marcha pela Ciência busca estimular ações de proteção do meio ambiente. Seus organizadores afirmam ser também uma celebração da atividade científica e um pedido de apoio e proteção à comunidade de pesquisa mundial.

Espanha também teve marcha da ciência (Foto: Reprodução)

Espanha também teve marcha da ciência (Foto: Reprodução)

O principal evento é uma passeata em Washington, capital dos Estados Unidos. Segundo seus idealizadores, não se trata de uma ação contra o presidente americano, Donald Trump, apesar de afirmarem que seu mandato agiu como um “catalizador” do movimento.

Uma das inspirações para essa mobilização foi outro protesto global recente, a Marcha das Mulheres, organizada em janeiro contra Trump e em prol dos direitos femininos.

Organizadores da Marcha pela Ciência em Viena, na Áustria, disseram por meio de sua página no Facebook ter crescido a mobilização em torno de um movimento global pouco após o início do mandato da Trump.

O presidente americano já disse que considera as mudanças climáticas uma farsa, uma visão que gerou a preocupação na comunidade científica de que haja na população dúvidas crescentes quanto a fatos apoiados em evidências científicas. Em Londres, cientistas e entusiastas da ciência participaram de uma passeata entre o Museu da Ciência e a praça do Parlamento.

Muitos se manifestaram contra o que veem ser uma “tendência preocupante” de políticos duvidarem de resultados de pesquisas científicas. A meta do protesto é aproximar cientistas e seu trabalho do público em geral.

Os idealizadores do movimento global dizem ser um desafio fazer essa ponte entre a comunidade científica e a população e até mesmo incentivam cientistas a entrar na política para fazer com que suas vozes sejam ouvidas. (AG)

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