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Política “Militares garantem a liberdade”, diz Bolsonaro em evento na Aeronáutica

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O presidente repetiu que militares devem defender as cores "verde a amarela" da bandeira brasileira. (Foto: Isac Nóbrega/PR)

O presidente Jair Bolsonaro voltou a exaltar, nesta segunda-feira (21), em um breve discurso durante solenidade de graduação de sargentos na Escola de Especialistas de Aeronáutica, em Guaratinguetá (SP), a defesa das Forças Armadas. O presidente repetiu que militares devem defender as cores “verde a amarela” da bandeira brasileira e garantir a liberdade e o cumprimento da Constituição.

“Vejo aqui uma garotada que agora se espalha pelos quatro cantos do Brasil para levar patriotismo, dedicação e as cores da nossa bandeira verde e amarela, que são as cores que nos dão um norte”, disse o presidente aos formandos.

Irritação

Sob pressão diante do número alarmante de mortes por covid-19 e da perda de popularidade, o presidente Jair Bolsonaro retirou a máscara de proteção enquanto dava entrevista nesta segunda, e, aos gritos, mandou uma repórter calar a boca. Bolsonaro disse ser alvo de “canalhas” da imprensa e do Brasil, pediu “pergunta decente” e mostrou descontrole.

A cena ocorreu após sua participação na cerimônia de promoção da Escola de Especialistas de Aeronáutica, em Guaratinguetá (SP), dois dias depois de protestos, em todo o País, pedindo o seu impeachment e com o número de mortos por coronavírus ultrapassando a marca de 500 mil.

Questionado pela repórter da TV Vanguarda, afiliada da Rede Globo, sobre o fato de chegar ao local da solenidade sem máscara, Bolsonaro ficou furioso. “Olha, eu chego como eu quiser, onde eu quiser, está certo? Eu cuido da minha vida. Parem de tocar no assunto”, disse ele, sem esconder a irritação.

Logo em seguida, o presidente tirou a proteção facial e começou a gritar. “Estou sem máscara em Guaratinguetá. Está feliz agora? Você está feliz agora?”, perguntou Bolsonaro duas vezes, dirigindo-se à repórter. A Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que, além da vacinação, o uso de máscara é a forma mais eficaz para evitar o contágio pelo coronavírus.

Visivelmente exaltado, ao lado da deputada Carla Zambelli (PSL-SP), o presidente continuou a insultar a jornalista. “Essa Globo é uma merda de imprensa. Vocês são uma porcaria de imprensa”, afirmou. A repórter tentou engatar uma pergunta. “Cala a boca!”, interrompeu Bolsonaro.

Aos berros, ele não economizou xingamentos aos profissionais que tentavam entrevistá-lo.

“Vocês são canalhas! Vocês fazem um jornalismo canalha, que não ajuda em nada! Vocês destroem a família brasileira, vocês destroem a religião brasileira! Vocês não prestam”, afirmou o presidente.

“A Rede Globo não presta. É um péssimo órgão de informação. Se você não assiste a Globo, você não tem informação. Se você assiste, está desinformado. Você tinha que ter vergonha na cara em se prestar (a fazer) um serviço porco que é esse que você faz, na Rede Globo”. Zambelli, que o acompanhava, também tirou a máscara.

Um pouco antes, ao dizer que era alvo de canalhas do Brasil, Bolsonaro percebeu um burburinho vindo de sua comitiva. Não teve dúvidas: virou-se para trás e passou uma descompostura em todos. “Dá para calar a boca aí atrás, por favor?”, esbravejou.

Pela primeira vez desde sábado (19), quando o número de vidas perdidas por covid-19 passou de 500 mil, o presidente se manifestou sobre o assunto. Mesmo assim, ele defendeu, mais uma vez, o tratamento com medicamentos sem eficácia comprovada para enfrentar a doença.

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