Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 5 de julho de 2021
O Ministério Público do Rio de Janeiro abriu investigação criminal contra o presidente afastado da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Rogério Caboclo. A funcionária da entidade que o acusou de assédio sexual e moral já foi ouvida pela promotoria.
Ela depôs durante quatro horas na última sexta-feira. O caso corre em sigilo. Também devem ser ouvidos diretores e funcionários da CBF. Todos os depoimentos prestados à Comissão de Ética da Confederação Brasileira de Futebol foram compartilhados com o Ministério Público. A investigação apura se houve crime de assédio sexual por parte de Caboclo, já que assédio moral não é crime no Brasil.
A defesa de Rogério Caboclo ainda não se pronunciou. Desde que foram reveladas as acusações, no dia 4 de junho, o dirigente tem afirmado que é inocente. Ele diz ser vítima de um complô liderado por Marco Polo Del Nero, ex-presidente da CBF (2015-2018), banido do futebol pela Fifa e, segundo Caboclo, interessado em retomar o poder na Confederação Brasileira de Futebol.
A investigação criminal é mais uma a ter Rogério Caboclo como alvo. O dirigente também é alvo de procedimentos do Ministério Público do Trabalho e da Comissão de Ética da CBF – órgão que a funcionária primeiro procurou para denunciá-lo.
A denúncia contra Caboclo
No dia 4 de junho, uma funcionária da Confederação Brasileira de Futebol protocolou denúncia de assédio sexual e moral contra Rogério Caboclo. O documento foi entregue à Comissão de Ética da CBF e à Diretoria de Governança e Conformidade.
Entre os fatos narrados por ela, estão constrangimentos sofridos por ela em viagens e reuniões com o presidente e na presença de diretores da CBF. Na denúncia, a funcionária detalha o dia em que o dirigente, após sucessivos comportamentos abusivos, perguntou se ela se “masturbava” – o áudio desta conversa foi revelado pelo Fantástico em 6 de junho. Entre outros episódios, segundo a funcionária, Caboclo tentou forçá-la a comer um biscoito de cachorro, chamando-a de “cadela”.
Dois dias depois da denúncia, em 6 de junho, Caboclo foi afastado da presidência da Confederação Brasileira de Futebol por 30 dias, por determinação da Comissão de Ética do Futebol Brasileiro. Na ocasião, a entidade informou que o processo seguiria em sigilo. Na última semana, a Comissão renovou o afastamento de Caboclo por 60 dias. A diretoria da entidade também decidiu afastar o dirigente por 60 dias.
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