Segunda-feira, 06 de Julho de 2020

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Política Ministério Público afirma que há “prova robusta de fraudes” e indícios da participação do governador do Rio em contratos suspeitos

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Witzel nega qualquer irregularidade e afirma que todos os seus sigilos estão abertos

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Witzel nega qualquer irregularidade e afirma que todos os seus sigilos estão abertos. (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

O MPF (Ministério Público Federal) afirmou no pedido de busca e apreensão da Operação Placebo – realizada nesta terça-feira (26) contra o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), sua mulher, Helena, e outros alvos – que há “provável envolvimento da cúpula do Poder Executivo fluminense” em supostos desvios na área da saúde.

Os investigadores dizem que há “prova robusta de fraudes” e indícios da participação ativa de Witzel nos contratos suspeitos com os hospitais de campanha para combater a Covid-19.

As informações constam na decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) que autorizou a ação da Polícia Federal, assinada pelo ministro Benedito Gonçalves. As buscas ocorreram no Palácio Laranjeiras, residência oficial do governador, na casa onde ele morava no Grajaú, entre outros endereços. Aparelhos celulares e computadores foram apreendidos.

A operação da PF tem como um dos alvos a organização social Iabas, responsável pela construção dos hospitais de campanha – que ainda não foram entregues – ao custo de R$ 835 milhões.

Witzel nega qualquer irregularidade e afirma que todos os seus sigilos estão abertos. A Iabas diz que forneceu às autoridades todas informações e que o seu objetivo é salvar vidas.

“Não há absolutamente nenhuma participação ou autoria minha em nenhum tipo de irregularidade nas questões que envolvem as denúncias apresentadas pelo Ministério Público Federal. Estranha-me e indigna-me sobremaneira o fato absolutamente claro de que deputados bolsonaristas tenham anunciado em redes sociais nos últimos dias uma operação da Polícia Federal direcionada a mim, o que demonstra limpidamente que houve vazamento, com a construção de uma narrativa que jamais se confirmará. A interferência anunciada pelo presidente da República está devidamente oficializada. Estou à disposição da Justiça, meus sigilos abertos e estou tranquilo sobre o desdobramento dos fatos. Sigo em alinhamento com a Justiça para que se apure rapidamente os fatos. Não abandonarei meus princípios e muito menos o Estado do Rio de Janeiro”, afirmou o governador.

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