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Brasil Ministério Público Federal abre novo processo contra Eike Batista por informações privilegiadas à ex-mulher Luma de Oliveira

Vazamento teria beneficiado Luma em operações de compra e venda de ações. (Foto: Fábio Motta/AE)

O empresário Eike Batista é alvo de nova denúncia por crime contra o mercado financeiro no MPF (Ministério Público Federal) do Rio de Janeiro, pelo vazamento de informações que teriam beneficiado sua ex-mulher Luma de Oliveira, em operações de compra e venda de ações. Em novembro de 2011, Luma investiu 20,6 milhões de reais em ações da MPX, às vésperas de a companhia firmar sociedade com a alemã E. ON, atual controladora da empresa rebatizada de Eneva.

À época, Eike já negociava a parceria que seria formalizada em janeiro. Um mês após o acordo, Luma vendeu parte de suas ações, realizando um lucro de 27%.

Entre 22 e 28 de novembro de 2011, Luma se tornou a “principal compradora individual” de ações da empresa de geração de energia do grupo EBX. Ela adquiriu no total 508 mil ações da companhia. Naquele momento, Eike estava “para fechar” o negócio com a E.ON e apenas “poucos diretores da MPX e da holding sabiam que o grupo estava muito próximo de fechar o acordo”, segundo a denúncia.

“É mais do que evidente que Luma de Oliveira somente fez esta operação com base nas informações privilegiadas detidas por Eike Batista”, alega a Associação Nacional de Proteção dos Acionistas Minoritários na notícia crime protocolada no MPF.

Em 11 de janeiro de 2012, a MPX divulgou Fato Relevante formalizando a criação de uma joint venture com a E.ON, que previa aporte de 850 milhões de reais da empresa alemã para aquisição de 10% em ações, que registraram forte valorização nos dias seguintes. Menos de um mês depois, Luma vendeu um terço de suas ações na empresa e, até maio do mesmo ano, já havia liquidado sua participação na MPX.

Operações

A denúncia foi protocolada contra Eike e Luma, classificando as operações como crime de “insider trading”, a negociação com uso de informações privilegiadas. Agora, cabe ao Ministério Público Federal avaliar se abrirá ou não inquérito. Luma não comentou as acusações. O advogado de Eike Batista informou “não ter nenhum registro de compra de ações” por parte de Luma, de quem o empresário é separado desde 2002. (Antonio Pita/AE)

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