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Polícia Ministério Público Federal entra com recurso contra a absolvição dos quatro acusados de matar o médico Marco Antonio Becker

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De acordo com os procuradores da República que atuaram no júri, houve nulidades durante o julgamento que cercearam o exercício da acusação 

Foto: Comunicação/MPF
De acordo com os procuradores da República que atuaram no júri, houve nulidades durante o julgamento que cercearam o exercício da acusação. (Foto: MPF/Divulgação)

O MPF (Ministério Público Federal) entrou com um recurso junto ao TRF4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) contra a decisão do Tribunal do Júri que absolveu os quatro réus acusados do assassinato do médico Marco Antonio Becker. A absolvição foi anunciada na noite de sábado (1º) pela 11ª Vara Federal de Porto Alegre.

De acordo com os procuradores da República que atuaram nos cinco dias do júri, houve nulidades durante o julgamento em plenário que cercearam o exercício da acusação.

Os quatro absolvidos são o ex-médico Bayard Olle Fischer Santos (acusado de ser o mandante do crime, segundo a promotoria), o traficante Juraci Oliveira da Silva (que teria agenciado o assassinato), o ex-assistente de Bayard Moisés Gugel (que teria intermediado as negociações para o assassinato) e Michael Noroaldo Garcia (que seria o piloto da motocicleta utilizada no crime, conforme a acusação). Eles responderam ao processo em liberdade.

O caso

Em 4 de dezembro de 2008, por volta das 22h, o médico Marco Antonio Becker foi morto a tiros quando estava dentro do seu carro na rua Ramiro Barcelos, na Capital. Pelo menos quatro disparos de pistola efetuados pelo passageiro de uma motocicleta atingiram Becker, que era vice-presidente do Cremers (Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul).

Os quatro réus foram julgados por homicídio triplamente qualificado: motivo torpe, situação que impossibilitou a defesa da vítima e exposição a perigo comum.

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Dirce Rosenfeld
3 de julho de 2023 11:21

Esse julgamento não termina mais? só quando morrer o último suspeito. Isso é um caso tipo Dauth até hoje sem solucao…o Dr. Lia Pires até já faleceu e não desvendou o mistério.

Adroaldo Mousquer
3 de julho de 2023 14:37

O dinheiro compra bons advogados. Garantia de sentença favorável. A justiça é cega por isso. Só perde a vítima.

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