Quinta-feira, 21 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 9 de dezembro de 2015
No Dia Internacional de Combate à Corrupção, celebrado nesta quarta-feira (09), o MPF (Ministério Público Federal) fez uma campanha por leis mais duras contra os corruptos. Uma das propostas é punir com mais rigor o enriquecimento ilícito de agentes públicos e transformar em crime hediondo a corrupção de altos valores.
“Nós precisamos mudar as condições que favorecem o surgimento da corrupção. Algumas pessoas colocam esperanças sobre o caso [investigado pela Operação] Lava-Jato, acreditando que ele vai mudar nosso País. Não vai. É como o mensalão, e o mensalão não mudou nosso País”, afirmou Deltan Dallagnol, procurador do MPF-PR e coordenador da força-tarefa da Lava-Jato.
Esses ilícitos, segundo Dallagnol, drenam o dinheiro público. Parte do orçamento de prefeituras, Estados e governo federal acaba virando propina, superfaturamento e escorrendo pelo ralo da corrupção. É uma montanha de dinheiro que dá até para calcular. “Segundo estimativa da ONU [Organização das Nações Unidas], são desviados por ano, no Brasil, 200 bilhões de reais”, declarou.
“Estamos conseguindo prender pessoas ricas e poderosas, como são presas pessoas pobres, que oferecem riscos à sociedade, mas o fato é que, se queremos mudar as condições que hoje favorecem a corrupção, nós precisamos atuar sobre a lei e sobre aquilo que propicia essas condições”, opinou Dallagnol. (G1)
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