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Brasil José Dirceu tem nova denúncia na Lava Jato por causa de propina de 2 milhões e quatrocentos mil reais

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Ex-ministro já foi condenado em dois processos no âmbito da Operação Lava-Jato, em maio de 2016 e em março deste ano. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O MPF (Ministério Público Federal) ofereceu, na manhã desta terça-feira (02), uma nova denúncia contra o ex-ministro José Dirceu na Operação Lava-Jato pelo recebimento de propina antes, durante e depois do julgamento do Mensalão. Ele está preso em Curitiba desde agosto de 2015. É a terceira denúncia contra o ex-ministro no Paraná; as outras duas somam mais de 32 anos de prisão.

José Dirceu está preso no Complexo Médico-Penal, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Ele foi detido pela Lava-Jato na deflagração da 17ª etapa da operação, batizada de “Pixuleco”. De acordo com o MPF, Dirceu recebeu mais de R$ 2,4 milhões entre 2011 e 2014 da Engevix e da UTC a partir de contratos com a Petrobras.

Ainda nesta terça-feira, ministros da Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) devem analisar o pedido de liberdade feito pela defesa do ex-ministro José Dirceu. A sessão tinha sido marcada para o dia 25 de abril, mas foi adiada para esta terça porque os ministros decidiram, por unanimidade, aceitar um pedido da defesa para analisar a ação com novas manifestações dos advogados e do Ministério Público sobre a prisão.

Em outubro do ano passado, o então relator da Operação Lava-Jato, ministro Teori Zavascki, já havia negado o pedido de liberdade. Em fevereiro desse ano, porém, o novo relator, Edson Fachin, também negou a própria tramitação do habeas corpus na Corte, decisão que foi derrubada no dia 25.

No julgamento de terça, Fachin adiantou sua posição sobre a prisão: disse que ainda há motivos para manter o ex-ministro encarcerado em Curitiba. Em seu voto, o relator da Lava-Jato no STF, defendeu a manutenção da prisão de Dirceu, considerando a “gravidade concreta” dos crimes pelos quais já foi condenado na Lava-Jato.

Em seu voto, o relator da Lava-Jato no STF, defendeu a manutenção da prisão de Dirceu, considerando a “gravidade concreta” dos crimes pelos quais já foi condenado na Lava-Jato. José Dirceu já foi condenado em dois processos no âmbito da Operação Lava-Jato. Somadas, as penas chegam a 31 anos de prisão. (AG) 

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