Quarta-feira, 09 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 26 de setembro de 2015
O MPF (Ministério Público Federal) pediu a conversão da prisão temporária do lobista João Rezende Henriques em preventiva. Apontado pela Operação Lava-Jato como o maior operador de propina na Diretoria Internacional da Petrobras, a prisão temporária de Henriques venceu na sexta-feira.
Cabe ao juiz Sergio Moro, responsável pelos processos de primeira instância da Lava-Jato, decidir sobre o pedido. Dentre as possibilidades está o fim da prisão temporária e a liberação do preso, a prorrogação da temporária em mais cinco dias, ou, conforme o pedido do MPF, a conversão em preventiva – sem prazo para terminar.
Entre os dados que embasam o pedido está um depoimento prestado por Henriques à PF (Polícia Federal). Segundo o MPF, ele reconheceu que operava contas no exterior e que fazia alguns pagamentos para “amigos”. Ele não informou os nomes, no entanto.
“Trata-se, na realidade de uma espécie de confissão parcial e qualificada do investigado. Ele não trata dos fatos na completude e nega as consequências jurídicas ilícitas de sua conduta”, afirmaram
os procuradores.
O MPF sustenta ainda que Henriques ainda mantém influência dentro da Petrobras através de amigos com cargos na estatal, e que ele também confirmou ter conhecimento de bastidores políticos envolvendo o PMDB.
A 19 etapa da Lava-Jato, deflagrada na segunda-feira, foi considerada um avanço em relação à investigação de outras três etapas da operação. A PF associa o nome de Henriques ao PMDB, uma vez que ele agiria como operador do partido. A direção do PMDB afirma que jamais autorizou ninguém a agir como intermediário, lobista ou operador junto à Petrobras. Henriques está detido na carceragem da PF em Curitiba (PR).
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