Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 24 de abril de 2020
Para Guedes, a saída é reativar empregos com as medidas emergenciais em curso, especialmente crédito para empresas
Foto: Marcelo Camargo/Agência BrasilO ministro da Economia, Paulo Guedes, chamou o programa Pró-Brasil, da ala militar do governo, de um “novo PAC”. A avaliação é uma referência ao Programa de Aceleração do Crescimento das gestões petistas. O programa, sob liderança de Dilma Rousseff, consumiu bilhões do caixa da União. O PAC terminou como um conjunto de obras paradas e inacabadas.
Essa crítica tinha sido apresentada por Guedes ao presidente Jair Bolsonaro e a ministros em reunião no Palácio do Planalto na quarta-feira (22). Ela foi amplificada a secretários do Ministério da Economia na quinta-feira (23).
Reservadamente, Guedes também comentou com auxiliares ter enviado uma mensagem por WhatsApp ao ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho. O colega de Esplanada foi secretário de Previdência.
Para Guedes, Marinho tem conhecimento da situação fiscal e orçamentária do País. Por isso, ele não poderia ter abraçado a causa defendida pelos militares. A ala fardada do Planalto pretende levar adiante um programa que poderá ampliar em R$ 215 bilhões os gastos públicos até 2024.
Esse é o valor em obras previstas pelos ministérios da Infraestrutura e do Desenvolvimento Regional em fase inicial ou paradas como forma de absorver trabalhadores que perderem o emprego por causa da crise provocada pelo coronavírus. A estimativa das duas pastas é que possam gerar até 18 milhões de novos postos de trabalho.
Internamente, Guedes considera que não haverá espaço para as obras. Para ele, a saída é reativar empregos com as medidas emergenciais em curso, especialmente crédito para empresas.
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