Segunda-feira, 28 de Setembro de 2020

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Economia Ministro da Economia diz em reunião que Brasil deve sinalizar que 2020 foi o “ano de gastos excepcionais”

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O ministro também afirmou que o país agiu para minimizar os efeitos econômicos da pandemia

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
O ministro também afirmou que o país agiu para minimizar os efeitos econômicos da pandemia. (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

No discurso que fez em reunião no Palácio da Alvorada nesta quarta-feira (12), o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o governo precisava sinalizar de forma clara que os gastos deste ano foram uma excepcionalidade por causa da pandemia – e que era preciso retomar o ajuste fiscal e a agenda de reformas.

“O Brasil precisa sinalizar que esse foi um ano de gastos excepcionais. Isso é uma necessidade”, disse Guedes no encontro com ministros, líderes e dos presidentes da Câmara e do Senado.

O ministro também afirmou que o País agiu para minimizar os efeitos econômicos da pandemia e que o resultado já era visível em dois fatores: uma queda no PIB (Produto Interno Bruto) menor que a prevista e, segundo Guedes, uma das primeiras reações entre as economias do mundo, com sinais positivos na construção civil. “Nunca chegou tanto dinheiro na base”, disse Guedes. Em seguida, complementou: “Por que, então, esse desentendimento político?”.

Segundo relatos, Guedes chegou um pouco mais cedo ao Alvorada. E reafirmou, em conversa com o presidente Jair Bolsonaro, os riscos que vê nas tentativas de burlar o teto fiscal para ampliar gastos. “As pessoas estão falando que o senhor está gostando de gastar”, disse Guedes a Bolsonaro.

O ministro ouviu do presidente que é “claro” que o governo deverá cumprir o teto. “Então é preciso tranquilizar as pessoas de que esse caminho será mantido”, respondeu Guedes. “Vou assumir esse compromisso publicamente com o teto”, garantiu Bolsonaro na reunião reservada. Em pronunciamento, pouco depois, o chefe do Executivo fez a declaração aos microfones da imprensa.

Durante a reunião, todos que usaram a palavra defenderam a manutenção do teto dos gastos públicos, inclusive o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho. “Queremos gastar dentro do teto”, disse Marinho segundo os relatos.

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