Quarta-feira, 28 de Outubro de 2020

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Economia Ministro da Economia diz que fica e que vai remanejar recursos

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Guedes diz que tem a confiança do presidente.

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Guedes diz que tem a confiança do presidente. (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Após a saída de membros de sua equipe e rumores de que poderia deixar o cargo, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta segunda-feira (17), que nada abalou a confiança entre ele e o presidente Jair Bolsonaro. Guedes afirmou que não há divergências entre ele o presidente. O ministro disse ainda que o governo vai fazer remanejamento de recursos a fim de criar as condições para que sejam feitos investimentos públicos sem “furar” o teto de gastos.

“Existe muita confiança do presidente em mim e muita confiança minha no presidente. Nos conhecemos há dois anos atrás, dois anos e meio atrás. Eu não tive ainda nenhum ato que me indicasse, que me sugerisse que eu não devesse confiar no presidente. Da mesma forma, eu não faltei em nenhum momento a confiança que ele depositou em mim”, declarou. Segundo ele, “nos momentos decisivos”, Bolsonaro sempre o apoiou.

Bolsonaro teria pedido a Guedes para buscar mais recursos a fim de assegurar investimentos sem ferir o teto de despesas. Em maio, devido à pandemia do coronavírus, o Congresso aprovou o chamado “orçamento de guerra”, que permitiu ao governo gastos além daqueles previstos no orçamento para atender as necessidades de mais investimentos em saúde e de renda para trabalhadores informais.

O pedido foi feito depois de uma declaração do ministro na qual criticou, sem citar nomes, auxiliares que estariam aconselhando Bolsonaro fazer mais investimentos públicos como forma de se fortalecer politicamente para a disputa da reeleição em 2022. Guedes disse que se Bolsonaro admitisse “furar” o teto de gastos iria se aproximar de uma “zona de impeachment”.

Essas declarações motivaram uma reunião convocada por Bolsonaro, no Palácio da Alvorada, depois da qual ele e os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), manifestaram apoio à preservação do teto de gastos.

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