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Política Ministro da Fazenda desafia partido de Bolsonaro a votar projetos de aposentadoria de militares e supersalários

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A fala foi feita durante entrevista de Haddad ao Flow Podcast

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
A fala foi feita durante entrevista de Haddad ao Flow Podcast. (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, desafiou integrantes do Partido Liberal (PL) a se alinharem a pautas propostas pelo governo para votação no Congresso. A fala foi feita durante entrevista de Haddad ao Flow Podcast e foi compartilhada pela equipe de comunicação do ministro em suas redes sociais.

“Se o PT e o PL concordarem em limitar aposentadoria de militares e supersalários, esses projetos são aprovados em duas semanas. O PT é a favor. Está feito o desafio para o @plnacional_”, escreveu o perfil do ministro.

O primeiro projeto citado por Haddad é o que propõe estabelecer a idade mínima de 55 anos para aposentadoria dos militares – atualmente, não há idade mínima, apenas o tempo de 35 anos de serviço -; o fim da pensão para militares expulsos; e também extingue a transferência de cota de pensão.

Na prática, havia integrantes das Forças Armadas que se aposentavam com pouco mais de 50 anos. A nova norma entrará em vigor em 2032. Quem se aposentou com menos de 35 anos de serviço terá que pagar uma taxa de 9% por ano, até completar o período mínimo exigido. Esse adicional será calculado com base no tempo restante de serviço.

O governo também propõe que Exército, Marinha e Aeronáutica estabeleçam normas internas para ajustar o tempo de permanência dos militares em cada posto ou graduação, para evitar a estagnação de militares em postos como coronéis e subtenentes, e, assim, garantir o avanço na carreira.

Já o segundo projeto mencionado pelo ministro, dos supersalários, ainda será enviado ao Congresso. Uma negociação entre o Ministério da Fazenda, o comando do Congresso e a cúpula do Judiciário deve chegar a um “meio-termo” no projeto de lei que tenta acabar com os supersalários no serviço público federal.

A proposta em discussão criaria um teto à parte para os benefícios enquadrados como indenizações – que, hoje, ficam fora do teto remuneratório. Assim, seriam dois limites: um para a remuneração e um para os benefícios.

Para autoridades e servidores federais, o teto salarial atual é a remuneração mensal dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) – R$ 46.366,19 a partir de fevereiro. Para o funcionalismo estadual, em geral, a regra se baseia no salário do governador ou dos desembargadores do Tribunal de Justiça.

Pelo projeto que está sendo costurado, esse patamar seria mantido. Já as indenizações e benefícios adicionais seriam contados à parte – e não poderiam ultrapassar um percentual em relação ao teto salarial.

Esse percentual é justamente o ponto que está sendo discutido agora. Nos comentários do vídeo, os usuários ressaltaram a adesão da equipe do ministro aos cortes de entrevistas em podcasts, comumente usados por políticos de direita. A postura de Haddad no podcast também chamou atenção, sendo analisada como “modo jovem” pela agência Reuters.

 

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Miltch Mitch
9 de março de 2025 21:34

O poste está tentando aquela tática infantil:
Duvido que tu tenha coragem de fazer isto!!

Mas se o PL votar a junto com o PT ao menos vai diminuir a grana para os melancias e os super salário do funcionalismo. Eu apoio.

Marcos Alves
10 de março de 2025 00:22

Mas tu é muito burro mesmo né chêeee?!! As classes mais privilegiadas são as dos políticos e depois o Judiciário, e por fim talvez os militares

Vanderlei Ochoa
9 de março de 2025 22:31

Militar é uma das classes mais privilegiadas do Brasil.

Paulo Jesus Corrêa
10 de março de 2025 00:58

E a aposentadoria compulsória dos Juízes, essas são imexíveis?

Vanderlei Ochoa
10 de março de 2025 10:52

Jamais aceitarão, pois são os maiores beneficiados. Direita golpista só prega.moralnde cuecas.

Vanderlei Ochoa
10 de março de 2025 10:54

Militar quando se aposenta é promovido a uma patente acima da que estava na ativa. Filhas de militares recebem salário integral depois que os pais morrem por toda a vida. Olhem o custo para o país. Mas os golpistas querem perpetuar privilégios dessa gente improdutiva e sangue suga.

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