Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 3 de agosto de 2021
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, minimizou nesta terça-feira (3) críticas de Estados e municípios sobre demora na entrega de doses de vacinas contra covid-19 pela pasta, e defendeu os resultados da campanha de imunização do País.
Autoridades estaduais e municipais de saúde de vários lugares do país têm cobrado mais celeridade no ritmo de entregas de vacinas e reclamado que o ministério estaria esperando acumular doses em grandes volumes para só depois efetuar a distribuição, o que estaria atrasando a aplicação das injeções.
“Queremos que as doses sejam distribuídas com celeridade, mas não significa dizer que toda dose que chega em Guarulhos ou Viracopos seja imediatamente dispensada para Estados e municípios, precisa da autorização da Anvisa, INCQS”, disse Queiroga a jornalistas no Rio de Janeiro.
“O ministério não tem estoque… nossa campanha vai muito bem”, afirmou o ministro, acrescentando que a pasta tem a expectativa de distribuir 120 milhões de doses de vacinas em agosto e setembro.
O Brasil aplicou até o momento a primeira dose de vacinas contra a covid-19 em mais de 102 milhões de pessoas, o equivalente a 48,5% da população, enquanto 42,7 milhões tomaram as duas doses ou vacina de dose única, o que representa 20,2% da população, de acordo com dados do consórcio de veículos de imprensa.
A previsão do governo é vacinar todas as pessoas acima de 18 anos (158 milhões de pessoas) com as duas doses ainda este ano.
Queiroga também afirmou que o avanço da vacinação da população poderá permitir que o uso de máscara deixe de ser recomendado no País.
“Por mim já tinha tirado essas máscaras há muito tempo, mas precisamos vacinar a nossa população”, disse.
Pfizer
O avião carregado com mais 1 milhão de doses da vacina contra covid-19 da Pfizer/BioNTech chegou ao Brasil às 20h44 desta terça, no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP). É a primeira remessa da operação que prevê 17 milhões de doses até 22 de agosto.
Com a nova entrega, a empresa já enviou 36 lotes ao país, totalizando 31,3 milhões de 200 milhões de doses da vacina Pfizer/BioNTech contratadas pelo governo federal. A farmacêutica diz que vai cumprir o cronograma de entrega total até o final de 2021.
Segundo a Pfizer, as doses enviadas ao Brasil são produzidas em duas fábricas nos Estados Unidos, Kalamazoo e McPherson, além de uma fábrica na Europa, Purrs na Bélgica. Um novo lote com 1.053.000 doses está previsto para chegar nesta quarta-feira (4), também em Viracopos.
A farmacêutica prevê entre o final de agosto e setembro a entrega de 52,4 milhões de doses – que fazem parte do primeiro acordo com o governo federal, firmado no dia 19 de março e que contempla a disponibilização de 100 milhões de vacinas até o final do terceiro trimestre de 2021.
O segundo contrato, assinado em 14 de maio, prevê a entrega de outras 100 milhões de doses entre outubro e dezembro.
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