Segunda-feira, 11 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 30 de maio de 2016
O ministro da Transparência, Fiscalização e Controle, Fabiano Silveira, pediu demissão do governo Michel Temer.
A decisão foi anunciada em uma carta enviada na noite desta segunda (30), após conversa com o presidente interino. Em telefonema, feito à tarde, Temer disse ter confiança no ministro e minimizou a gravação divulgada no domingo (29), em que Silveira aparece orientando investigados pela Operação Lava-Jato enquanto era conselheiro do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).
Temer, contudo, deixou o ministro à vontade para tomar a decisão que julgar melhor.
O ministro ficou preocupado com a reação dos funcionários públicos da pasta, que fizeram protestos nesta segunda-feira (30) pela sua saída e colocaram os cargos à disposição.
Dois servidores que ocupam cadeiras de comando em seus estados ameaçam deixar as posições: Adilmar Gregorin, chefe de unidade na Bahia, e Roberto Viégas, que ocupa o mesmo posto em São Paulo.
Nas palavras de um aliado de Temer, sem respaldo dos funcionários da pasta, “dificilmente Silveira conseguirá se manter no cargo”, uma vez que sua permanência poderá paralisar as atividades do ministério.
Em gravação, divulgada pela TV Globo, o ministro criticou a Operação Lava-Jato e aconselhou investigados quando era conselheiro do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).
Neste domingo (29), uma gravação feita por Machado revelou que o ministro da Transparência, Fiscalização e Controle, Fabiano Silveira, orientou investigados pela Operação Lava-Jato enquanto era conselheiro do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), órgão que fiscaliza o Poder Judiciário. Ele também criticou a operação.
Os áudios foram exibidos pelo programa Fantástico, da TV Globo, neste domingo (29). Em uma das gravações, após Machado criticar o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, Silveira disse: “Eles estão perdidos nessa questão [da Lava Jato]”. (Folhapress)
Os comentários estão desativados.