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Política Ministro do Supremo cobra a Procuradoria sobre investigação contra o presidente da Câmara dos Deputados

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Em 2019, a Polícia Federal concluiu a investigação aberta em 2017 e apontou indícios de que Maia (foto) e o pai cometeram os crimes de corrupção passiva

Foto: Fabio Rodrigues/Agência Brasil
Segundo Maia, os deputados estão abertos ao diálogo com o governo federal. (Foto: Fabio Rodrigues/Agência Brasil)

O ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava-Jato no STF (Supremo Tribunal Federal), determinou que o procurador-geral da República, Augusto Aras, manifeste – com urgência – se pretendente denunciar o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, ou solicitar o arquivamento da investigação contra ele o pai, César Maia.

Os dois foram delatados por executivos da Odebrecht. Na planilha do sistema de propinas da empreiteira, segundo os delatores, Maia era identificado pelo codinome de “Botafogo”.

Em 2019, a Polícia Federal concluiu a investigação aberta em 2017 e apontou indícios de que Maia e o pai cometeram os crimes de corrupção passiva, falsidade ideológica eleitoral e lavagem de dinheiro.

À época, Fachin deu 15 dias para Raquel Dodge, então procuradora-geral, oferecer denúncia ou requerer o arquivamento do inquérito. O prazo venceu e até hoje não houve posicionamento da PGR sobre a ordem do ministro nem devolução dos autos ao Supremo.

De acordo com o relatório da PF, “os elementos probatórios colhidos nos permitem afirmar com segurança sobre a realização de solicitações indevidas entre os anos de 2008 e 2010 por parte do deputado federal Rodrigo Maia e o atual vereador da cidade do Rio de Janeiro Cesar Maia no valor total de R$ 1.800.000,00, bem como acerca do recebimento de pagamentos indevidos pela Odebrecht, nos anos de 2008, 2010, 2011 e 2014, no valor R$ 1.600.000,00, em espécie, sendo que parte relevante, cerca de R$ 750.000,00 foi paga quando Rodrigo Maia e César Maia não eram candidatos (R$ 300.000,00 em 2008) ou fora do período eleitoral (R$ 450.000,00 em dezembro de 2010 e janeiro de 2011)”.

A investigação começou em março de 2017 e só foi concluída por determinação de Edson Fachin. O procurador-geral já foi notificado.

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