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Política Ministros do Supremo avaliam que vitória de Lula é uma chance de retomar a harmonia

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Para ministros, saída de Bolsonaro representa o fim de uma era de desgastes institucionais. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)

A vitória do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de domingo (30) é uma oportunidade para restabelecer a harmonia na relação entre os poderes Executivo e Judiciário, avaliam integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF).

Os ministros entendem que a saída do presidente Jair Bolsonaro do Palácio do
Planalto representa o fim de uma era de desgastes institucionais, ataques pessoais aos magistrados da Corte e ameaças de descumprimento de decisões judiciais.

A projeção é de que um clima mais pacífico se instale já a partir do próximo ano. Com o distensionamento, o Supremo espera enterrar de vez as manchas
provocadas pelas redes bolsonaristas de desinformação – e, com isso, reconstruir sua imagem perante a parcela da sociedade que embarcou nas “fake news”.

Nos bastidores, a percepção geral é de que, se eventualmente Lula discordar de alguma determinação da Corte, isso ficará no campo da liberdade de crítica e será manifestado pela via judicial, mediante recurso. “Como é típico do jogo
democrático”, observou um ministro.

A maior parte do tribunal também está aliviada por caber ao petista, e não a
Bolsonaro, a indicação dos ministros que vão substituir Ricardo Lewandowski e Rosa Weber, que se aposentam em maio e outubro do ano que vem, respectivamente.

Havia um temor de que as novas indicações do atual presidente pudessem
desequilibrar o jogo de forças do plenário e prejudicar a guinada progressista pela qual a Corte se destacou ao longo dos últimos anos. Com Lula, por outro lado, a tendência é de manutenção desse perfil.

Dos 11 ministros da composição atual, sete foram indicados pelo PT — três por Lula (Lewandowski, Cármen Lúcia Dias Toffoli) e quatro pela ex-presidente Dilma Rousseff (Rosa Weber, Luiz Fux, Luís Roberto Barroso e Edson Fachin).

O decano, ministro Gilmar Mendes, foi indicado pelo ex-presidente Fernando
Henrique Cardoso, enquanto o ministro Alexandre de Moraes chegou ao Supremo pelo ex-presidente Michel Temer. O governo Bolsonaro designou os dois ministros mais recentes – Nunes Marques e André Mendonça.

Apesar de serem mais próximos do atual presidente da República, derrotado nas urnas, ambos também veem um ponto positivo na eleição de Lula: a
possibilidade de se afastarem da pecha bolsonarista e demonstrarem que
trabalham com independência e base técnica, e não para agradar quem os indicou.

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Francisco Casseres
1 de novembro de 2022 09:35

“Retomar a normalidade”. O que é normalidade para estas figuras? rasgaram a constituição, permitindo a volta da censura e agora querem normalidade? entendi. A constituição vale quando eles querem!

Léo Hard P
1 de novembro de 2022 18:26

Problema q o mula pode indicar no mínimo mais 2 da cambada dele no STF e ai pode eleger quem queira de direita q nunca conseguirá governar…

Fernando Garrido
1 de novembro de 2022 11:21

Harmonia pra essa cambada é todos unidos roubando o Brasil. Malditos! Mas o Congresso terá maioria de centro-direita. Acho que o Mula nem terminará o mandato…kkkkkkk

Nilton G Veiga
1 de novembro de 2022 14:31

Claro que o clima será mais pacífico conseguiram eliminar a barreira que se opunha às intervenções dos apoiadores de bandidos e ladrões.
Já vinham fazendo o que bem entendiam atropelando a Constituição.

Léo Hard P
1 de novembro de 2022 18:24

Kkkk normalidade = Todos roubando juntos!

Fernando Krause
1 de novembro de 2022 23:33

Conseguiram o que queriam: ao arrepio da lei e da Constituição “descondenaram” um criminoso condenado e recondenado para ele se eleger e “voltar à cena do crime”, com aval de suas “excelências”.
Quanto vai custar isso ?

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