Quarta-feira, 15 de Julho de 2020

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Brasil Moça que comprou celular pela internet e recebeu um tijolo ficou feliz com a prisão dos golpistas

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Estimativa é que empresa tenha causado prejuízo a pelo menos mil vítimas. (Crédito: Reprodução)

Uma das vítimas da empresa AMKG, que entregava tijolos, pedras ou garrafas de água dentro da caixa, ao invés de produtos eletrônicos comprados por consumidores, acredita que a justiça foi feita depois que os donos da empresa foram presos em São Paulo. “Eu achei ótimo, pois eles me falaram que pegaram mais de 2 milhões de reais de pessoas como eu”, diz a estudante Ana Maria Navarro Vendramini.

A polícia prendeu um homem (o pai) e seus três filhos. Eles são donos da empresa que vende produtos eletrônicos pela internet. A estimativa é que eles tenham causado prejuízo a pelo menos mil vítimas.

Conforme a investigação, várias pessoas compraram no site da AMKG durante a Black Friday, em dezembro de 2015. O Departamento de Repressão ao Crime Organizado da Polícia Civil descobriu que os pacotes foram enviados pelo Correio de Manaus, no Amazonas. Segundo a polícia, essa era uma tática para dificultar a apuração da quadrilha.

Na época, a estudante entrou em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor da empresa, que informou que o dinheiro seria ressarcido. Contudo, outro celular não seria enviado pelo mesmo preço, visto que a compra foi feita na promoção. “Pelo menos isso aconteceu, já que nenhuma loja se responsabilizou, eles foram presos”, disse Ana.


Entenda o caso.

A estudante de direito recebeu um tijolo no lugar do iPhone 5C. Ela pagou 1.199 reais em uma promoção da Black Friday. A compra foi feita no dia 29 de novembro do ano passado, em uma promoção estendida, realizada pelo site das Casas Bahia, de acordo com Ana.

Ela contou que acompanhava todo dia o status da entrega e constatou que, no final do mês, o site mostrou que seu endereço não havia sido localizado na hora da entrega. “Achei estranho e fui até os Correios para retirar minha compra no dia 30 de dezembro. Quando cheguei, percebi que o tamanho da caixa e o peso não era de uma embalagem de celular. Quando eu abri, encontrei o tijolo. Fiquei sem reação, indignada e muito surpresa”, lembra.

A estudante recebeu o dinheiro de volta, mas a loja informou que outro celular não seria enviado pelo mesmo preço porque a compra foi feita na promoção. “Eu fiquei decepcionada e sinto que fui enganada por ter comprado esse celular. A gente fica feliz na hora por ter conseguido comprar algo por um preço bom, mas acaba dando nisso.”

Nota.

Em nota, a CasasBahia.com.br informou que o produto comprado pela cliente foi adquirido por intermédio da modalidade Marketplace, sendo vendido e entregue por uma empresa terceirizada. Após a ciência do relato da consumidora, o lojista foi consultado e foi acordado com a cliente o cancelamento da compra, com visualização do estorno entre uma ou duas faturas. A nota também afirma que os parceiros de marketplace da CasasBahia.com.br são criteriosamente analisados antes de iniciarem as vendas no site.

Além disso, a nota diz que “nessa avaliação, é levantada, inclusive, a quantidade de reclamações em órgãos de Defesa do Consumidor. Uma vez aceitos em nosso site, são constantemente avaliados e monitorados. Se ela não for atingida, o lojista é descredenciado de forma temporária ou definitiva”. A nota também afirma que a empresa deste caso foi descredenciada no dia 3 de dezembro. (AG)

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