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Política Alexandre de Moraes diz que cabe ao Supremo julgar militares envolvidos no 8 de janeiro e autoriza investigação

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Ao afirmar que a competência para investigação e julgamento dos militares é do STF, Moraes estabelece que esse não é um caso para a Justiça Militar

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
Ministro do Supremo afirmou que não há "indícios mínimos da ocorrência de ilícito penal". (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta segunda-feira (27) que cabe à Corte julgar militares eventualmente envolvidos nos atos do dia 8 de janeiro, quando bolsonaristas radicais invadiram e depredaram as sedes dos três poderes, em Brasília. O ministro também abriu investigação sobre a participação de militares da polícia militar do Distrito Federal e das Forças Armadas.

Moraes tomou a decisão ao analisar um requerimento da Polícia Federal (PF) para investigar eventuais crimes cometidos por militares.

“Fixo a competência do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar os crimes ocorridos em 8/1/2023, independentemente de os investigados serem civis ou militares e defiro a representação da Polícia Federal e autorizo a instauração de procedimento investigatório para apuração de autoria e materialidade de eventuais crimes cometidos por integrantes das Forças Armadas e polícias militares relacionados aos atentados contra a democracia que culminaram com os atos criminosos e terroristas do dia 8 de janeiro de 2023”, escreveu o ministro.

Participação

Ao fazer o pedido de investigação para Moraes, a PF justificou que policiais militares ouvidos na 5ª fase da Operação Lesa Pátria “indicaram possível participação/omissão dos militares do Exército Brasileiro, responsáveis pelo Gabinete de Segurança Institucional e pelo Batalhão da Guarda Presidencial”.

Ao afirmar que a competência para investigação e julgamento dos militares é do STF, Moraes estabelece que esse não é um caso para a Justiça Militar.

O ministro afirmou que os crimes em questão estão todos previstos no Código Penal e que a lei não faz distinção entre investigados civis ou militares.

“A responsabilização legal de todos os autores e partícipes dos inúmeros crimes atentatórios ao Estado Democrático de Direito deve ser realizada com absoluto respeito aos princípios do devido processo Legal e do Juiz Natural, sem qualquer distinção entre servidores públicos civis ou militares”, escreveu Moraes.

Os crimes são atos terroristas, ameaça, perseguição, dano, incitação ao crime, incêndio majorado, associação criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.

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7 Comentários
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Cezar Roldão Schuaste
28 de fevereiro de 2023 11:27

Quando se concretizar o plano do dr ministro alexandre com alckimim presidente aí …

Vanderlei Ochoa
28 de fevereiro de 2023 00:40

Parabéns Doutor MINISTRO ALEXANDRE . Isso mesmo. Durante séculos e séculos , militares , políticos e empresários milionários se safavam fácil fácil. Com a DEMOCRACIA realmente sólida ( e a prova foi com os 4 anos de tentativa de golpe) o povo vai poder assistir os julgamentos dos “BACANAS” intocáveis. Só orgulho de ver o Brasil finalmente entrando nos eixos.

Luis Inacio
28 de fevereiro de 2023 02:34

Ele vai avançando, enquanto não o pararem ele vai descumprindo a Constituição, o regime legal vigente e as instituições públicas e os entes privados. Vai acabar dando “crepe”.

Miltch Mitch
28 de fevereiro de 2023 01:55

Bah, ele tá mandando no exército?

Glaucio Dos Santos Brum
28 de fevereiro de 2023 10:27

Cabe ao supremo apitar, marcar e cobrar o pênalti, validar o gol e apitar o final da partida. Abusos seguidos de abusos, sob os aplausos de cegos e oportunistas.

Nilton G Veiga
28 de fevereiro de 2023 10:58

Os militares permitirão mais esta afronta à seus integrantes?
Ah, esqueci que são melancias covardes, traíras da nação e submissos a quadrilha.

Cezar Roldão Schuaste
28 de fevereiro de 2023 11:25

A CPMI vai dizer quem são os verdadeiros terroristas caro jornalista parcial.

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