Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 10 de janeiro de 2016
Nascido em 1923, o estilista francês André Courrèges foi uma das mentes por trás da revolução do vestuário nos anos 1960. Ele morreu no dia 7, aos 92 anos, em sua casa em Neuilly-sur-Seine, nos arredores de Paris (França), após décadas sofrendo de mal de Parkinson.
Formado em engenharia civil por imposição do pai, deixou de seguir a profissão para trabalhar com Jeanne Lafaurie em Paris e, depois, com Cristóbal Balenciaga, seu grande mentor. Sua própria grife foi lançada em 1961. Com formas influenciadas pela arquitetura e de estilo futurista, as peças rapidamente encontraram uma legião de seguidores, entre eles a cantora francesa Françoise Hardy. Além de introduzir a minissaia na França, lançou botas, óculos e vestidos acima do joelho, que ajudaram a constituir o visual moderno da década.
Em 1967, Courrèges se casou com uma assistente, Coqueline Barrière. Doze anos mais nova, ela se tornaria parceira nos negócios, chegando a assumir a direção artística da maison nos anos 1990, quando o mal de Parkinson obrigou o estilista a se afastar. Ele passou, então, a se dedicar à pintura, à escultura e à Courrèges Énergie, voltada ao desenvolvimento de carros não poluentes. O afastamento acabou levando a um declínio da maison, que apresentou a última coleção de alta-costura em 2002. A recuperação veio em 2011, quando Frédéric Torloting e Jacques Bungert adquiriram a marca.
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