Sexta-feira, 12 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 13 de julho de 2017
O dissidente chinês Liu Xiaobo, vencedor do Prêmio Nobel da Paz de 2010, morreu aos 61 anos nesta quinta-feira (13) em Shenyang. O hospital em que o paciente, que tinha um câncer em fase terminal, estava internado já tinha informado na quarta-feira (12) que ele sofria de falência múltipla dos órgãos. A família não aceitava que ele recebesse respiração artificial.
Mais cedo, nesta quinta-feira, o porta-voz da diplomacia chinesa Geng Shuang negou novamente os apelos internacionais para que o opositor recebesse tratamento no exterior. “Já respondi a esta pergunta várias vezes. Volto a repetir: esperamos que os países envolvidos respeitem a soberania da Justiça chinesa e se abstenham de qualquer ingerência nos assuntos internos da China com o pretexto de defender um caso individual”, declarou.
Em 2009, o ativista foi condenado a 11 anos de prisão, acusado de “subversão” após reivindicar reformas democráticas no país. Hospitalizado em regime de liberdade condicional, ele se torna o primeiro Nobel da Paz a morrer privado da liberdade desde o pacifista alemão Carl von Ossietzky, que faleceu em 1938 em um hospital quando estava detido pelos nazistas.
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