Terça-feira, 26 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 25 de junho de 2015
“Don” Diego Maradona, pai do ídolo argentino Diego Armando Maradona, morreu nesta quinta-feira (25) em Buenos Aires, aos 87 anos, em decorrência de problemas respiratórios e cardiovasculares.
“Don Chitoro”, como era conhecido entre os amigos, foi sem dúvida o maior admirador de seu filho e quem mais deu apoio ao astro do futebol mundial nos momentos mais difíceis.
Don Diego vinha respirando com a ajuda de aparelhos e em coma induzido desde o começo do mês, devido a problemas de saúde, internado em uma clínica da capital argentina. Em maio, esteve no mesmo centro hospitalar por dez dias devido a uma infecção urinária e, em outubro do ano passado, foi internado por conta de uma pneumonia.
Nascido na província de Corrientes, em 1927, Diego criou raízes em Buenos Aires, em Villa Fiorito, junto à esposa, Dalma Salvadora Franco, a “Dona Tota”, morta em 2011.
Durante a juventude, trabalhou transportando passageiros em uma barca e depois entrou em uma fábrica do setor químico. Em 30 de outubro de 1960, viu nascer Diego Armando, o mais velho dos nove filhos do casal, quatro homens e cinco mulheres.
A morte do pai representa um duro golpe para Maradona, que sempre agradeceu em público o esforço de seus pais para ajudá-lo a se tornar uma estrela do futebol. “Eu aprendi dos meus pais que não devemos esquecer de tudo pelo que passamos um dia. Tudo serve de experiência para enfrentar a vida”, disse o ex-atleta certa vez.
“Meu papai ia a trabalhar às 4 da manhã todos os dias, eu treinava às segundas, quartas e sextas-feiras, e me lembro que os ônibus estavam sempre cheios. Eu o agarrava e passávamos, ele se apoiava em mim e dormia”, acrescentou o ex-jogador, que no começo do mês voltou à Argentina para acompanhar o pai. (EFE)
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