Terça-feira, 11 de Agosto de 2020

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Política Mourão diz que o governo pode estender operação das Forças Armadas na Amazônia até o fim de 2022

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Mourão disse que os dados do Inpe não deixam dúvidas sobre a retomada do desmatamento a partir de 2012

Foto: Romério Cunha/VPR
Mourão disse que os dados do Inpe não deixam dúvidas sobre a retomada do desmatamento a partir de 2012. (Foto: Romério Cunha/VPR)

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, disse nesta quarta-feira (15) que o governo pode manter a operação de GLO (Garantia da Lei e da Ordem) executada pelas Forças Armadas na Amazônia até o fim do mandato do presidente Jair Bolsonaro, em 31 de dezembro de 2022.

“A operação é uma medida urgente, mas não é um esforço isolado. Temos o planejamento para manter a GLO, se necessário, até o final do atual mandado presidencial, em 31 de dezembro de 2022. As ações estão sendo ampliadas para evitar as queimadas durante o verão amazônico, que já começou e se estende até setembro”, afirmou Mourão.

A fala do vice-presidente ocorreu durante a abertura da segunda reunião do Conselho da Amazônia, do qual Mourão é presidente, que aconteceu nesta quarta no Palácio do Itamaraty. Participaram também os ministros do Meio Ambiente, Ricardo Salles, da Agricultura, Tereza Cristina, e da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes.

No seu discurso, Mourão disse que os dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) não deixam dúvidas sobre a retomada do desmatamento a partir de 2012, com aumento acentuado em 2019.

O vice-presidente afirmou ainda que o governo não nega nem esconde a informação sobre a gravidade da situação, mas que não aceita o que chamou de “narrativas simplistas e enviesadas” sobre o assunto. Ele disse que as repercussões da imagem ambiental do Brasil afetam diversos setores da economia do País e podem comprometer sua capacidade de atrair investimentos.

“Como se não bastasse o prejuízo natural brasileiro, os crimes ambientais deixam nosso País vulnerável a campanhas difamatórias, abrindo caminho para que interesses protecionistas levantem barreiras comerciais injustificáveis contra as exportações do agronegócio”, declarou Mourão.

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