Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 8 de setembro de 2015
A funcionária pública norte-americana que foi enviada à prisão porque se negava a emitir certidões de casamento para homossexuais foi libertada nessa terça-feira porque seu condado, no Estado rural do Kentucky, já está obedecendo a lei de oficializar os matrimônios. Kim Davis estava detida desde quinta-feira por desacato.
A cristã, de 49 anos, se negava a emitir as certidões de casamento alegando que suas crenças religiosas são contrárias ao casamento gay, que é legal desde junho em todo o país. Um juiz federal ordenou que ela fosse libertada, já que cinco dos seis adjuntos de Davis no condado de Rowan “declararam sob juramento que obedecerão a ordem do tribunal e emitirão certidões de casamento a todos os casais legalmente aptos”. Davis recebeu a ordem de “não interferir de nenhuma maneira, direta ou indiretamente”, na emissão de tais certidões, escreveu o juiz David Bunning, advertindo que será punida se não agir desta forma.
Heroína
Ao se negar a emitir as certidões, Davis passou de uma simples funcionária pública a uma heroína para milhares de norte-americanos que se opõem ao casamento gay. Ela foi, inclusive, elogiada por vários candidatos presidenciais do Partido Republicano. No fim de junho, a Suprema Corte dos Estados Unidos legalizou o casamento entre homossexuais em todo o país, uma decisão histórica e uma vitória emblemática do presidente democrata Barack Obama. (France Press)
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