Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 26 de julho de 2018
Três mulheres foram esfaqueadas durante uma marcha pela legalização do aborto na última quarta-feira (25) na alameda Bernardo O’Higgins, principal via de Santiago, a capital do Chile, segundo informou a organização Mesa Acción, que defende o direito à interrupção da gravidez.
Macarena Castañeda, porta-voz do grupo, relatou que “um grupo de encapuzados começou a armar barricadas na marcha, a um quarteirão do centro da manifestação. “De repente, alguns deles começaram a esfaquear as mulheres que estavam passando. Algumas perceberam as agressões e também foram atacadas enquanto tentavam defendê-las”, disse.
Além das mulheres atacadas, um policial se feriu sem gravidade enquanto trabalhava no protesto. Segundo o jornal chileno El Mercurio, a polícia vai instaurar um inquérito sobre o caso. O ministro do Interior do país, Andrés Chadwick, disse “condenar de forma categórica” os incidentes e que a investigação visa a encontrar todos os responsáveis pelo que classificou como “repudiável ação”.
A polícia local estima que 15 mil pessoas estavam presentes na manifestação, número diferente do calculado pelas organizadoras, que falam em 50 mil. No Chile, o aborto foi legalizado em 2017 em apenas três casos: quando há inviabilidade fetal, estupro ou risco de saúde à mãe. Hospitais locais, no entanto, se amparam no princípio da objeção de consciência (direito de não obedecer a leis ou ordens por motivos éticos ou religiosos) para não realizar os procedimentos.
Aborto legalizado
No Chile, o aborto foi legalizado em 2017 em apenas três casos: quando há inviabilidade fetal, estupro ou risco de saúde à mãe. Hospitais locais, no entanto, amparam-se no princípio da objeção de consciência (direito de não obedecer a leis ou ordens por motivos éticos ou religiosos) para não realizar os procedimentos.
Argentina
Em junho, após 23 horas de debate na Câmara dos Deputados, o projeto de lei que descriminaliza o aborto na Argentina foi aprovado no dia 14, por 129 votos a favor, 125 contrários e 1 abstenção. Agora, o projeto seguirá para o Senado, onde há uma alta volatilidade do voto e uma forte pressão social. Miguel Pichetto, líder no Senado do Partido Justicialista, espera que a votação ocorra em três semanas, mas os pessimistas creem que ela só acontecerá em setembro.
A decisão foi celebrada com euforia pelos movimentos que apoiam o projeto e recebida com choque pelos que são contra o aborto. Os dois grupos tomaram os dois lados da avenida em frente ao Congresso até que o resultado da apertada votação foi anunciado. A lei permitirá a realização do procedimento até a 14.ª semana de gestação – e não apenas em caso de estupro ou de risco para a vida da mulher – e ainda estabelece que, se a gestante for menor de 16 anos, ele deverá ser feito com o consentimento dela.
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