Quinta-feira, 21 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 20 de fevereiro de 2021
Duas mulheres que se disfarçaram de idosas para tomar vacinas contra o coronavírus na Flórida (Estados Unidos) receberam um alerta de transgressão e estão ameaçadas de prisão caso retornem ao local onde chegaram a receber o imunizante.
Um aviso também foi anexado aos prontuários de Olga Monroy-Ramirez, de 34 anos, e Martha Monroy, de 44, explicando o ocorrido, para que elas não possam tentar receber a segunda dose em qualquer outro posto de aplicação.
“Vocês sabem o que fizeram? Vocês roubaram vacina de alguém que precisa dela mais do que vocês. E agora vocês não vão receber sua segunda (dose) e então isso é uma total perda de tempo que tivemos aqui”, diz um policial, após as duas terem sido flagradas, em um vídeo divulgado pelo gabinete do xerife de Orange County.
“Seus dados serão anexados ao programa da vacina, então vocês podem tentar, mas não vão receber uma vacina, ok. Vocês têm que esperar sua vez”, acrescenta o policial.
Usando luvas, máscaras, toucas e óculos, elas apresentaram suas carteiras de vacinação com os nomes reais, mas datas de nascimento alteradas, indicando que ambas teriam mais de 65 anos e, portanto, estariam dentro do grupo que está sendo vacinado em Orlando, na Flórida.
Rússia
A Rússia registrou sua terceira vacina contra a covid-19, anunciou o primeiro-ministro Mikhail Mishustin nesse sábado (20). O imunizante ainda não chegou à fase final dos testes clínicos.
“A partir de meados de março, as primeiras 120 mil doses [da terceira vacina] estarão disponíveis. Hoje, a Rússia é o único país que tem três vacinas”, comemorou Mishustin em uma reunião de gabinete.
Chamada de Kovivak, este imunizante foi fabricado pelo Centro de Pesquisa Shumakov, em Moscou. A Rússia já registrou a vacina Sputnik V, em agosto, e EpiVacCorona, em outubro, e está vacinando sua população.
O registro da Kovivak supõe que passará para a fase 3 dos testes clínicos, prevista para março, com 3 mil pessoas, segundo fontes oficiais.
Diferentemente das duas primeiras vacinas, esta usa um vírus inativado, uma tecnologia mais tradicional. O Ministério da Saúde explicou que é uma vacina recomendada para pessoas entre 18 e 60 anos.
O primeiro imunizante do país, o Sputnik V, teve o anúncio considerado rápido demais e despertou suspeitas internacionais, agora conta com o reconhecimento da comunidade científica após estudo publicado na revista médica The Lancet, validado por especialistas independentes.
No momento, este fármaco é usado em cerca de 20 países, e as autoridades russas estão tentando chegar a acordos de produção em todo mundo para atender a demanda. Em paralelo, busca-se aumentar a oferta de vacinas para os cidadãos russos.
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