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Mundo Museu do Louvre lança banco de dados e disponibiliza quase meio milhão de obras na internet

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Público pode ver obras expostas no museu parisiense e as que estão guardadas e protegidas pela instituição. (Foto: Olivier Ouadah/Musée du Louvre)

Quase meio milhão de obras do Louvre já estão acessíveis na internet, incluindo aquelas que não estão fisicamente expostas, o museu parisiense. “É uma etapa que preparamos há muitos anos, tanto para o público em geral como para os profissionais”, disse o presidente do Louvre, Jean-Luc Martínez, por videoconferência.

O museu lançou um novo banco de dados com entradas para mais de 482.000 obras, ou seja, quase três quartos de todas as suas coleções. São obras expostas fisicamente, mas também aquelas que estão armazenadas, inclusive nas novas instalações ultramodernas de Lievin, no norte da França.

Também é possível visitar virtualmente o museu Delacroix, pertencente ao Louvre, bem como as esculturas dos jardins das Tulherias e as obras recuperadas após a Segunda Guerra Mundial, que aguardam ser devolvidas às famílias judias saqueadas pelos nazistas.

O Louvre está fechado há vários meses devido à pandemia. No ano passado, as visitas a seu site louvre.fr aumentaram para 21 milhões, enquanto nas redes sociais conquistou dez milhões de seguidores. O museu mais frequentado do mundo registrou apenas 2,7 milhões de visitas durante os seis meses em que abriu em 2020, em comparação com 9,6 milhões em todo o ano anterior.

Patrimônio

A baguete, pão emblemático da gastronomia francesa, será candidata a patrimônio cultural imaterial da Unesco, informou o Ministério da Cultura francês. A condecoração da baguete “permitiria sensibilizar de que uma prática alimentar que faz parte da vida quotidiana, partilhada por todos e tida como certa, constitui um patrimônio em si”, afirma o comunicado do governo francês.

Todos os anos, a Unesco declara quase uma centena de bens como patrimônio imaterial mundial. Uma das condições de aceitação é que o objeto candidato diga respeito a toda uma comunidade.

A decisão da Unesco sobre a baguete, termo que surgiu no início do século XX e é usado para designar o pão longo e estreito francês, sairá no fim de 2022. O ministério afirmou em sua justificativa que o número de padarias na França “continua diminuindo, especialmente nas comunidades rurais” e que em 1970 havia 55 mil padarias artesanais (1 para cada 790 habitantes), contra 35 mil atualmente (1 para cada 2 mil).

Queijo

Os monges da abadia de Citeaux, no centro-leste da França, venderam em poucas horas duas toneladas de queijo que estavam acumulados em suas adegas devido à pandemia de covid-19, mais que o dobro da meta inicial.

“É preciso esvaziar. Os clientes vêm menos e os restaurantes estão fechados. A queda nas vendas chegou a quase 50%”, explicou à AFP o irmão Jean Claude, responsável pelo marketing da abadia fundada em 1098.

Para escoar os estoques, a Citeaux decidiu criar um “desafio” e vender pela internet ao menos uma tonelada de queijo por meio da startup “Divine Box”, especializada na venda online de produtos feitos nas abadias.

No fechamento da venda a meta foi ultrapassada por muito, pois 2006,9 kg de queijo foram vendidos. Os 19 monges trapistas, que vivem em silêncio, rezando e fazendo trabalhos manuais, encontraram “4.000 queijos extras” em suas adegas, ou 2,8 toneladas de excedentes.

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