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Música Músicas de Michael Jackson são removidas após fãs reclamarem que voz não é dele

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Um porta-voz do espólio de Michael Jackson disse que a remoção não tem nada a ver com a autenticidade do trabalho.

Foto: Reprodução
O Rei do Pop faleceu em junho de 2009 devido a uma overdose de propofol, poderoso anestésico. (Foto: Reprodução)

A Sony Music decidiu remover três músicas do cantor Michael Jackson dos serviços de streaming após uma séria acusação. Fãs afirmam não ser a voz do Rei do Pop nas faixas “Breaking News”, “Keep Your Head Up” e “Monster”, todas integrantes do último disco do artista, lançado em 2010.

As canções excluídas foram criadas em colaboração com o rapper 50 Cent. Segundo a gravadora, Jackson gravou as músicas com a sua equipe em 2007, mas os admiradores dizem que a voz é de um cantor chamado Jason Malachi. A Sony preferiu remover o trio devido à polêmica até o esclarecimento dos fatos.

Um porta-voz do espólio de Michael Jackson disse que a remoção não tem nada a ver com a autenticidade do trabalho. “A discussão sobre as faixas está distraindo a comunidade de fãs e os ouvintes de Michael Jackson de focar sua atenção onde deveria estar – no lendário e profundo catálogo de músicas de Michael”, explicou em uma declaração postada em uma página de fãs.

No Spotify e no Amazon Music, as músicas não podem ser mais ser encontradas oficialmente – apenas covers e outros intérpretes. Ainda não está claro se outros serviços de streaming já removeram as canções.

O caso veio a tona novamente, mas não é exatamente novo. Rumores sobre a “falsificação” de canções de Michael datam de 2014, quando uma fã chamada Vera Serova entrou com uma ação coletiva na justiça baseada na alegação. A gravadora teria dito que usou a voz de Malachi apenas para finalizar a produção das músicas, mas depois emitiu um comunicado do advogado desmentindo a informação.

Outra evidência de que as músicas foram gravadas por outra pessoa seria um post na página de Jason Malachi, onde o cantor teria supostamente admitido a responsabilidade pelos vocais nas músicas. A publicação foi removida pouco tempo depois e não se sabe até hoje qual é a verdade no caso.

O disco de 2010 foi chamado apenas de “Michael” e marcou os fãs por ser o primeiro trabalho póstumo do artista. Ele ainda teve outro álbum lançado, “Xscape”, de 2014, que trouxe oito músicas inéditas e demos antigas do cantor, retrabalhadas por outros artistas como Timbaland e Stargate.

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