Em 16 de março, o jornal Le Parisien revelou que um atacadista encomendou máscaras e álcool em gel para uma empresa fictícia no valor de 6,6 milhões de euros (R$ 35,6 milhões). Na ocasião, os golpistas se disfarçaram de fornecedores regulares, receberam o material e desapareceram. O dinheiro foi parar em Singapura.
Outra técnica é a de modificar o nome correto das ordens de transferências, de modo que os funcionários transferem recursos para contas de usurpadores, informa o jornal Le Monde. Assim, as empresas fazem pedidos que nunca chegam. Desde 2010, essa modalidade de crime já tirou 732 milhões de euros (R$ 3,9 bilhões) do caixa das empresas.
Agora, os indivíduos também têm sido alvo de golpes. Tanto que o governo francês criou um site alertando que fraudadores estão vendendo máscaras, álcool em gel, oferecendo consultas virtuais, medicamentos milagrosos e vacinas que não existem.
“A reprensão virá com a apresentação de queixas criminais, mas nossa prioridade é impedir que os consumidores sofram abusos”, afirmou Loïc Tanguy, diretor de gabinete da Direcção-Geral de Concorrência, Assuntos do Consumidor e Prevenção de Fraudes. “Todos os nossos investigadores cibernéticos trabalham em tempo integral no assunto desde o início do mês”.
Mortes
A pandemia do novo coronavírus deixou até o último sábado (21) 562 mortos na França e 6.172 doentes hospitalizados, 1.525 deles em reanimação, anunciou o Ministério da Saúde.
“Estamos evoluindo rapidamente para uma epidemia generalizada no território”, afirmou a Direção Geral de Saúde (DGS), que solicitou “respeitar estritamente as instruções de confinamento e as medidas” como lavar as mãos e o distanciamento social.
Segundo a DGS, “são feitos mais de 4.000 testes a cada dia” e desde o começo da epidemia “já foram realizados mais de 60 mil testes”.
A França, com mais de 13 mil contágios, é um dos países mais afetados da Europa pela pandemia da Covid-19, onde o saldo mais trágico está na Itália.
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